Luto em Mugello “arrasou” pelotão MotoGP

Português Miguel Oliveira (KTM), que terminou no 2.º lugar o GP de Itália de MotoGP, deixou uma mensagem de condolências à família do piloto Jason Dupasquier, que morreu hoje após acidente sofrido na qualificação de Moto3.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

A morte do jovem suíço Jason Dupasquier, vítima de uma violenta queda, ontem, no final da Q2 de Moto3, conhecida esta manhã, momentos antes do arranque da corrida de Moto2, cujo sucedido foi escondido aos pilotos, veio ensombrar o GP de Itália, onde o português Miguel Oliveira (KTM), segundo, alcançou o melhor resultado do ano e ascendeu ao 10.º lugar no campeonato.

Antes da corrida de MotoGP foi guardado um minuto de silêncio em memória do jovem suíço, com o espanhol Carlos Checa, antigo piloto e actual comentador da DAZN a lembrar que «pagar esta factura por praticar este impressionante desporto não é nada fácil e qualquer piloto não deixa de sentir isso na sua própria corrida».

Com um arranque “canhão”, tal como tantas vezes tem sucedido, Miguel Oliveira “saltou” de sétimo na grelha para terceiro, posição que manteria até oito voltas do fim, altura em que deixou para trás o francês Johann Zarco (Ducati) e ascendeu ao segundo lugar, posição que manteve até final, apesar do fortíssimo ataque do espanhol Joan Mir (Suzuki), com ambos os pilotos a serem penalizados por terem excedido os limites da pista, mas a manterem as posições relativas.

No momento do arranque o francês Fábio Quartararo (Yamaha) foi surpreendido pelo italiano Francesco Bagnaia (Ducati), que caiu na segunda volta, quando comandava a corrida, deixando o francês caminhar para a vitória, sem ser incomodado, enquanto Johann Zarco e Miguel Oliveira assumiam a perseguição do comandante.

O português manteve-se sempre perto do francês, sem nunca mostrar intenção de o atacar, excepto, quando o espanhol se aproximou da sua traseira, altura em que deixou o piloto da Ducati para trás, com o objectivo de o obrigar os homens da Suzuki a perderem tempo na ultrapassagem e de lhe permitir ganhar alguma vantagem como como veio a suceder.

Confirmado o segundo lugar, Miguel Oliveira não escondeu que «foi uma boa corrida, tanto mais que estivemos com um ritmo forte durante todo o fim-de-semana, mas gostaria de ter feito este pódio noutras circunstâncias. Podemos estar contentes e satisfeitos, mas não totalmente, porque gostaria que este desporto não fosse tão cruel. Mas é a nossa paixão…Desejo tudo de bom à família dele».

No final da corrida, os três pilotos que foram ao pódio exibiram a bandeira suíça em homenagem a Jason Dupasquier. Dez pilotos separados por menos de um segundo, diz bem do que foi a luta pela vitória na corrida de Moto3, com as trocas de posição a serem uma constante como o demonstra o facto de ter havido oito mudanças de comandante, em 20 voltas, na linha de meta, não falando daqueles que ocorriam durante o decorrer de cada volta.

O Italiano Dennis Foggia (Honda) acabou por levar a melhor quando, a duas voltas do fim, ascendeu ao comando e beneficiou dos duelos travados atrás de si para ganhar uma vantagem que acabou por ser determinante face ao ataque, na recta da meta, do espanhol Jaume Masia (KTM), que precisava de mais uns metros para lhe roubar a vitória.

O argentino Gabriel Rodrigo (Honda) completou o pódio, com o espanhol Pedro Acosta (KTM), comandante do campeonato, a terminar em oitavo, depois de ser sétimo na pista, por haver excedido os seus limites, mas a aumentar a vantagem sobre os seus perseguidores, alguns deles envolvidos, sem consequências, numa queda, logo na volta de abertura.

CLASSIFICAÇÕES

CORRIDAS

MotoGP – 1.º, Fabio Quartararo (Yamaha), 23 voltas (120,635 km), em 41’16,344” (175,3 km/h); 2.º, Miguel Oliveira (KTM), a 2,592”; 3.º, Joan Mir (Suzuki), a 3,000”; 4.º Johann Zarco (Ducati), a 3,535”; 5.º, Brad Binder (KTM), a 4,903”; 6.º Jack Miller (Ducati), a 6,233”; 7.º, Aleix Espargaro (Aprilia), a 8,030”; 8.º, Maverick Viñales (Yamaha), a 17,239”; .º, Danilo Petrucci (KTM), a 23,296”; 10.º, Valentino Rossi (Yamaha), a 25,146”. Classificaram-se mais sete pilotos

Moto2 – 1.º, Remy Gardner (Kalex), 21 voltas (110,145 km), em 39’17,667” (168,1 km/h); 2.º, Raul Fernandez (Kalex), a 0,014; 3.º, Marco Bezzecchi (Kalex), a 8,021”; 4.º, Joe Roberts (Kalex), a 8,004”; 5.º, Marcel Schrotter (Kalex), a 12,343”; 6.º, Ai Ogura (Kalex), a 23,170”; 7.º, Tony Arbolino (Kalex), a 23,764”; 8.º, Cameron Baubier (Kalex), a 34,825”; 9.º, Hafizh Syahrin (NTS),a 34,849”;10.º, Stefano Manzi (Kalex), a 34,965”. Classificaram-se mais oito pilotos

Moto3 – 1.º, Dennis Foggia, 20 voltas (104,900 km), em 39’37,497” (159,8 km/h); 2.º, Jaume Masia (KTM), a 0,036”; 3.º, Gabriel Rodrigo (Honda), a 0,145”; 4.º, Ayumu Sasaki (KTM), a 0,240”; 5.º, Darryn Binder Honda), a 0,499”; 6.º, Romano Fenati (Husqvarna), a 0,711”; 7.º, John McPhee (Honda), a 0,918”; 8.º, Pedro Acosta (KTM), a 0,745”; 9.º, Sergio Garcia (Gasgas), a 0,861”; 10.º, Tatsuki Suzuki (Honda), a 0,963”. Classificaram-se mais 12 pilotos

CAMPEONATOS

PILOTOS

MotoGP – 1.º, Fábio Quartararo, 105 pontos; 2.º, Johann Zarco, 81; 3.º, Francesco Bagnaia, 79; 4.º, Jack Miller, 74; 5.º, Joan Mir, 65; 6.º, Maverick Viñales, 64; 7.º, Aleix Espargaro, 44; 8.º, Brad Binder, 35; 9.º, Franco Morbidelli, 33; 10.º, Miguel Oliveira, 29. Estão classificados mais 15 pilotos

Moto2 – 1.º, Remy Gardner, 114 pontos; 2.º, Raul Fernandez, 108; 3.º, Marco Bezzecchi, 88; 4.º, Sam Lowes, 66; 5.º, Fábio Di Giannantonio, 60; 6.º, Joe Roberts, 44; 7.º, Marcel Schortter, 41; 8.º, Ai Ogura, 39; 9.º, Aron Canet, 35; 10.º, Tony Arbolino, 27. Estão classificados mais 19 pilotos

Moto3 – 1.º, Pedro Acosta, 111 pontos; 2.º, Jaume Masia, 59; 3.º, Ayumu Sasaki, 57; 4.º, Sérgio Garcia, 56; 5.º, Romano Fenati, 56; 6.º, Darryn Binder, 47; 7.º, Andrea Migno, 47; 8.º, Niccolò Antonelli, 47; 9.º, Dennis Foggia, 45; 10.º, Gabriel Rodrigo, 41. Estão classificados mais 17 pilotos.

CONSTRUTORES

MotoGP – 1.º, Yamaha, 132 pontos; 2.º, Ducati, 123; 3.º, Suzuki, 69; 4.º, KTM, 58; 5.º, Honda, 47; 6.º, Aprilia, 44

Moto2 – 1.º, Kalex, 150 pontos; 2.º, Boscoscuro, 47; 3.º, MV Agusta, 10; 4.º, NTS; 8

Moto3 – 1.º KTM, 136 pontos; 2.º, Honda, 117; 3.º, Gasgas, 68; 4.º, Husqvarna, 60

EQUIPAS

MotoGP – 1.º, Monster Energy Yamaha MotoGP, 169 pontos; 2.º, Ducati Lenovo Team, 153; 3.º, Pramac Racing, 102; 4.º, Team Suzuki Ecstar, 88; 5.º, Red Bull KTM Factory Racing, 64; 6.º, Repsol Honda Team, 52; 7.º, Petronas Yamaha SRT, 48; 8.º, LCR Honda, 48; 9.º, Aprilia Racing Team Gresini, 47; 10.º, Tech3 KTM Factory Racing, 36; 11.º, Esponsorama Racing, 29

Moto2 – 1.º, Red Bull KTM Ajo, 222 pontos; 2.º, Sky Racing Team VR46, 101; 3.º, ELF Marc VDS Racing Team, 89; 4.º, Liqui Moly Intact GP, 68; 5.º, Federal Oil Gresini Moto2, 65; 6.º, Italtrans Racing Team, 50; 7.º, Idemitsu Honda Team Asia, 43; 8.º, Kipin Energy Aspar Team, 41; 9.º, Petronas Sprinta Racing, 37; 10.º, American Racing, 29; 11.º, Flexbox HR40, 28; 12.º, Pertamina Mandalika SAG Team, 26; 13.º, MB Conveyors Speed Up, 23; 14.º, MV Agusta Forward Racing, 10; 15.º, NTS RW Racing GP, 8

Moto3 – 1.º, Red Bull KTM Ajo, 170 pontos; 2.º, Valresa Gasgas Aspar Team, 82; 3.º, Rivacold Snipers Team, 82; 4.º Petronas Sprinta Racing, 69; 5.º, Sterilgarda Garda Max Racing Team, 66; 6.º, Red Bull KTM Tech3, 65; 7.º, Leopard Racing, 61; 8.º, Avintia Esponsorama Moto3, 61; 9.º, Indonesian Racing Gresini Moto3, 60; 10.º, Carexpert Pruestel GP, 53; 11.º, CIP Green Power, 25; 12.º, Boe Owlride, 24; 13.º, SIC58 Squadra Corse, 18; 14.º, Honda Team Ásia, 4

Próxima prova – Gran Premi Monster Energy de Catalunya, doa 6 de Junho, no Cicuit de Barcelona-Catalunya.

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