AJP Motos quer duplicar facturação

Empresa de Lousada, que diz ser a única fabricante de motos em Portugal, espera duplicar a sua facturação após investimento de 2 milhões de euros em novos modelos.

(auto.look2010@gmail.com)

A AJP Motos lança em Novembro três novos modelos de motociclos após um investimento de dois milhões de euros, anunciou a empresa que diz ser a única fabricante de motos em Portugal, e que espera duplicar a sua facturação.

Com sede em Lousada, no distrito do Porto, a empresa especializada em veículos todo-o-terreno inicia dessa forma o que o seu director-geral define como «um novo capítulo» na história da marca, já que, após a afirmação mundial da AJP pelos seus modelos para Enduro de lazer, duas das novas motos agora anunciadas se destinam especificamente à alta competição.

«Esta linha vai-nos catapultar para um patamar muito mais à frente e, como agora contamos com motores de fabrico italiano ao nível do que há de melhor no mundo, vamos passar a competir com marcas como a KTM e a Husqvarna», declara António Pinto.

Em 2018 a AJP registou um volume de negócios na ordem dos dois milhões de euros, mas, antecipando um aumento significativo das vendas motivado pelos novos modelos, o director da empresa afirma: «Vamos aumentar a nossa quota de mercado e no final de 2020 estaremos muito perto de dobrar essa facturação».

As novas motos de competição da empresa participada pela gestora de fundos de capital de risco público “Portugal Ventures” são a SPR 310 R e a SPR 510 R, e o novo modelo para Enduro de lazer é a SPR 250. Após a apresentação da linha SPR, prevista para 5 de Novembro no Salão EICMA, na cidade italiana de Milão, a produção desses três novos modelos arranca em Janeiro.

Fundada em 1987, a AJP emprega actualmente 25 colaboradores e exporta 80% da sua produção, tendo como principais mercados Austrália, Reino Unido e EUA. Considerando que a linha PR7, lançada em 2016, se revelou «um sucesso internacional», com o seu modelo de 650 centímetros cúbicos de cilindrada a motivar a venda de «centenas de exemplares» para toda a Europa e ainda para países como o Japão, António Pinto espera que as novas motos da marca obtenham ainda melhores resultados.

«Neste momento só há seis empresas em todo o mundo a produzir motos de Enduro de alta competição e, se nós conseguirmos uma quota de 3 a 4% do mercado mundial, facilmente atingiremos uma facturação com números simpáticos na ordem dos muitos milhões de euros», analisa António Pinto.

O fundador da AJP admite que «em Portugal não é fácil obter financiamento para o sector da produção de motociclos, porque a indústria ainda não é muito conhecida” e realça que isso dificulta a concorrência com marcas que «têm disponível o triplo do dinheiro para desenvolver o mesmo produto».

«Nos últimos 10 anos adquirimos o “know-how” que nos permite fazer todo o desenvolvimento do produto internamente, o que nos diminui os custos com a concepção de produto, e, se nada de mau acontecer, com estas novas motos podemos em poucos anos chegar a uma facturação de 10 milhões de euros», conclui.

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