WRC

Teste definitivo de sobrevivência no WRC

Pilotos, navegadores, equipas e máquinas estão preparados para mais um Safari Rally Kenya, a desenrolar este fim de semana, com a agitação urbana da capital a ser trocada por um desafio concentrado e de alta intensidade, realizado exclusivamente no Vale do Rift.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

A terceira etapa do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), que acontece de hoje, quinta-feira, a domingo, abre em Nairóbi em 2026 e concentra-se inteiramente no terreno implacável ao redor do Lago Naivasha, em pleno Vale do Rift.

A prova continua a ser o teste definitivo de sobrevivência no WRC, onde a vida selvagem é tão imprevisível quanto o clima. Com um cronograma refinado que inclui 20 especiais em quatro dias, o Safari Rally Kenya de 2026 exige o máximo comprometimento desde o primeiro quilômetro.

As duras estradas de terra africanas, onde o pó vai ser uma constante, sucedem às estradas geladas da Monte Carlo e às cobertas de neve da Suécia.

O inglês Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1), vencedor da prova sueca, terá a missão espinhosa de abrir a estrada no primeiro dia, penalizado por via disso, mas apostado em repetir o triunfo alcançado o ano passado.

A marca japonesa conta, no Quénia, com o regresso do francês Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1), ausente na Suécia mas potencial candidato à vitória.

O sueco Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1), vencedor na prova de abertura, completa o trio de candidatos ao triunfo, ainda que o piloto nórdico possa ser prejudicado por ter menos experiência da prova queniana.

A Hyundai, apesar de contar com os seus três pilotos, o francês Adrien Fourmaux, o belga Thierry Neuville  e o finlandês Esapekka Lappi, todos em Hyundai i20 N Rally1, não mostrou capacidade nas provas anteriores de lutar pelas primeiras posições, como o demonstra o facto dos pilotos da marca japonesa terem monopolizado o pódio, nas duas provas anteriores.

A Ford continua a confiar nos irlandeses Jon Armstrong e Joshua McErlean, ambos em Ford Puma Rally1, em que procuram aproveitar os problemas da concorrência para somar mais alguns pontos, uma vez que a discussão das primeiras posições continua a não ser possível para os pilotos da marca da oval.

Nos RC2, a ausência dos vencedores das provas anteriores, o francês Leo Russell (Monte Carlo) e o finlandês Roope Korhonen (Suécia), faz com não haja favoritos, com o inglês Gus Greensmith (Toyota GR Yaris Rally2), o estónio Robert Virves (Skoda Fabia RS Rally2) e o norueguês Andreas Mikkelsn (Skoda Fabia RS Rally2) a perfilarem-se como os mais sérios candidatos aos lugares do pódio.

CLASSIFICAÇÕES DOS CAMPEONATOS

PILOTOS – 1.º, Elfyn Evans, 60 pontos; 2.º, Oliver Solberg, 47; 3.º, Takamoto Katsuta, 30; 4.º, Adrien Fourmaux, 28; 5.º, Thierry Neuville, 21; 6.º, Sébastien Ogier, 18; 7.º, Sami Pajari, 17; 8.º, Esapekka Lappi, 9; 9.º, Léo Rossel, 8; 10.º, Yohan Rossel, 6; 11.º, Roberto Daprà, 4; 12.º, Jon Armstrong, 2; 13.º, Arthur Pelamourges, 2; 14.º, Joshua McErlean, 2; 15.º, Matteo Fontana, 2; 16.º, Eric Camilli, 1; 17.º, Roope Korhonen, 1.

NAVEGADORES – 1.º, Scott Martin, 60 pontos; 2.º, Elliott Edmondson, 47; 3.º, Aaron Johnston, 30; 4.º, Alexandre Coria, 28; 5.º, Martin Wydaeghe, 21; 6.º, Vincent Landais, 18; 7.º, Marko Salminen, 17; 8.º, Enni Mälkönen, 9; 9.º, Guillaume Mercoret, 8; 10.º, Arnaud Dunand, 6; 11.º, Luca Guglielmetti, 4; 12.º, Shane Byrne, 4; 13.º, Bastien Pouget, 2; 14.º, Eoin Treacy, 2; 15.º, Alessandro Arnaboldi, 2; 16.º, Thibault de la Haye, 1; 17.º, Anssi Viinikka.

CONSTRUTORES – 1.º, Toyota Gazoo Racing World Rally Team, 117 pontos; 2.º, Hyundai Shell Mobil World Rally Team, 66; 3.º, Toyota Gazoo Racing World Rally Team 2, 18; 4.º, M-Sport Ford World Rally Team, 14.

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