Ebro entra em Portugal com ambições globais
Através de uma ambiciosa e estruturada reindustrialização, investidores juntaram 100 milhões, os chineses da Chery avançaram com a tecnologia, a unidade de Montcada i Reixac garante a estampagem e soldadura, e assim nasceu a Ebro factory na Zona Franca de Barcelona. A breve prazo, apontam para 20 concessionários até 2028 em Portugal, com metade a operar até ao final do ano, contando para isso com a parceria da MCoutinho.
FAUSTO MONTEIRO GRILO (auto.look2010@gmail.com)
Cotada em bolsa e com 70% das vendas a particulares, a Ebro iniciou as vendas no mercado espanhol em 2025, estando tudo pronto para começar as vendas em território nacional. Os objetivos a breve prazo apontam para 20 concessionários até 2028, com metade a operar até ao final do ano, contando para isso com a parceria da MCoutinho.
Ainda a propósito da reindustrialização, de salientar que começaram por contratar quem esteve a trabalhar na fábrica, quando esta pertencia a uma conhecida marca japonesa. Neste momento, já se encontram a contratar fora da bolsa de ex-colaboradores, para cumprirem os objetivos de produzirem 50.000 até ao final do ano, número que pretendem duplicar até 2028-2029.
De momento e com a previsão de um novo modelo elétrico até final do ano, a Ebro apresenta quatro silhuetas “SUV” que diferem nas dimensões, lotação e motorizações, divididas entre os gasolina, híbridos e híbridos plug-in. Todos são classe 2 (classe 1 desde que tenham via verde) e foram apresentados com bons materiais e interiores de bom nível, naquilo que podemos considerar como qualidade percebida.
O modelo mais acessível (S 400) tem o PVP de 20.240 euros e conta com três motores, um 1.5 a gasolina de 95cv e dois elétricos para uma potência conjugada de 155 kW (211cv) num automóvel de menos de quatro metros e meio (4.320 mm) e cinco lugares.
O mais versátil dos modelos é o S 700, que tem a mesma lotação e passa ligeiramente os quatro metros e meio (4.550 mm) estando equipado com o 1.6 a gasolina de 147cv, enquanto o híbrido chega aos 224cv e o “plug-in” aos 279cv. Este último é proposto com o 1.5 a gasolina e bateria de 18,3 kWh para uma autonomia elétrica de 90 quilómetros. Preços entre os 33.740 euros a 42.240 euros.
Para os que procuram viaturas de sete lugares, as propostas dividem-se entre S 700 e S 900. O primeiro está disponível com motorizações a gasolina ou PHEV de 147 ou 279cv e preços de 42.240 a 47.240 euros numa silhueta de 4.720 mm de comprimento. Posicionado como topo de gama, o S900 aproxima-se dos cinco metros de comprimento (4.720 mm) dispõe de 4X4, 428 cv e um preço de 56.740 euros.
No que diz respeito às garantias, estas são de sete anos ou 150.000 km, enquanto nos híbridos é de oito anos ou 160.000 km.
Para reforçar o empenho nos serviços após-venda, os responsáveis da marca enfatizaram a existência de quatro pontos destinados à distribuição de peças na Península Ibérica – dois em Espanha e dois em Portugal.

