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Senhoras acrescentam valor à competição auto

Ao longo dos últimos anos, o número de mulheres tem duplicado, ou mesmo triplicado, nas mais diversas atividades cotadas em Portugal, subindo gradualmente desde a implementação das quotas de género. O Rali Espumante do Dão é exemplo disso mesmo, um crescimento impulsionado pela paixão de uma modalidade cada vez mais atrativa…

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

É comum ouvir a expressão de que, com a chegada de um filho, o amor de uma mulher não se divide, mas duplica. Nos últimos anos, esta frase assenta como uma luva no desporto motorizado, em que, cada vez mais, as mulheres têm tido um papel preponderante, sobretudo nos ralis.

Este crescimento não passou despercebido antes, durante e após o Rali Espumante do Dão, numa evolução salutar. A presença cada vez mais maciça de mulheres nos ralis não se baseia somente entre as equipas concorrentes.

Na prova organizada pelo Clube Automóvel de Viseu, promovida pela Promolafões, foram várias as mulheres que executaram um papel de relevo no seio organizativo, com destaque para a diretora de prova, na circunstância Marta Neves, coadjuvada no secretariado, bem como outras divididas por departamentos de altíssima responsabilidade.

Não menos importante, bem pelo contrário, foram várias as senhoras que emprestaram o seu cunho de conhecimento nas equipas de controladores, entre as quais Joana Ferreira, Andrea Batista, Angelina Ana Azenha, Olga Ferreira, entre outras.

Trata-se de uma evolução significativa e uma transformação profunda num desporto que, durante décadas, era olhado de homens para homens, mas que esta mudança, como se de uma “doença hereditárias” se tratasse, tem mobilizado mulheres e que apegado de geração em geração.

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