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Volkswagen: prejuízo de 5,8 milhões de euros

A Volkswagen registou um prejuízo de 5,8 mil milhões de euros no terceiro trimestre, um valor mais de cinco vezes superior ao ano anterior. O grupo automóvel está envolvido num programa de reestruturação e redução de postos de trabalho.

carlos.sousa@autolook.pt

A gigante automóvel Volkswagen registou um prejuízo de 5,8 mil milhões de euros no terceiro trimestre, um valor mais de cinco vezes superior ao de um ano antes, sobretudo devido à concorrência chinesa. De acordo com um comunicado do grupo alemão, a principal causa dos fatores excecionais que totalizam 7,8 mil milhões de euros é a desvalorização dos ativos ligados à Porsche.

A subsidiária de automóveis de luxo, que enfrenta sérias dificuldades, sofreu uma desvalorização que ascende a 6,4 mil milhões de euros. Os ativos na China, mercado onde a fabricante automóvel que atravessa uma crise enfrenta uma concorrência feroz também sofreram uma desvalorização de mil milhões de euros.

O impacto acumulado destes fatores ao longo de nove meses ascende a 8,7 mil milhões de euros, informou a Volkswagen. Outros fatores excecionais incluem o impacto financeiro da interrupção da produção do modelo elétrico ID.4 nos Estados Unidos, as despesas com a reestruturação e os custos associados à venda planeada da fábrica de Osnabrück (no oeste da Alemanha), que deverá ser convertida para o setor da defesa.

«Estamos a sentir o peso das tarifas aduaneiras norte-americanas, o mercado chinês está a encolher e na Europa a pressão competitiva está a intensificar-se consideravelmente», explicou o diretor financeiro da empresa, Arno Antlitz, citado no comunicado.

Na China, as entregas de veículos no terceiro trimestre caíram 38,5% totalizando 405.800 unidades, segundo dados divulgados anteriormente pela Volkswagen. Neste cenário, o grupo, que detém 10 marcas (VW, Audi, Porsche, Seat, entre outras), registou, entre julho e setembro, um prejuízo operacional de quase 5,9 mil milhões de euros, o que equivale a uma margem negativa de 7,8%. Nos primeiros nove meses do ano e sem ter em conta fatores excecionais, a margem operacional terá atingido 3,8%.

Face à concorrência chinesa, a Volkswagen reduziu, em meados de setembro, as previsões para 2026 passando a projetar uma margem de, no máximo, 1% face aos 4% a 5% anteriormente estimados.

Envolvido num amplo programa de reestruturação, integrado num acordo com os sindicatos que prevê a eliminação de até 100 mil postos de trabalho, o grupo que conta com cerca de 648 mil colaboradores em todo o mundo procura poupar um total de 31 mil milhões de euros. Entre julho e setembro a receita da Volkswagen totalizou 75,3 mil milhões de euros, uma quebra de 6,3%.

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