Kia Stonic 1.0 Active: compromisso de soluções
O Stonic 1.0 Active DCT que conduzimos ainda precisa de dois “click” para começar a condução. Uma vez no interior, demos conta de botões e porta USB, que partilham o habitáculo com a transmissão automatizada 7DCT e visor táctil de 12,3”.
FAUSTO MONTEIRO GRILO (auto.look2010@gmail.com)
Face ao anterior modelo e pela adopção do novos pára-choques à frente e atrás, o novo Stonic está 25 mm mais comprido, ficando um pouco acima dos quatro metros (4.165 mm). Na largura não chega ao metro e oitenta (1.760 mm) enquanto na altura, pouco passa do metro e meio (1.520 mm) com jantes de 17” que montam pneus 205/55.
Visto do exterior, destacam-se os grupos ópticos à frente e atrás, e alguns agregados que ainda se usam, como acontece com os puxadores das portas, e o comando com chave de ignição integrada, ao lado da porta USB.
Isto significa que antes de colocar em movimento o 1.0 de 100 cv, é preciso premir o comando duas vezes: uma para trancar/destrancar as portas; e outra para preparar a chave que vai entrar na coluna ajustável em altura e profundidade.
Na bagageira cujo acesso que se encontra a 800 mm do solo, a volumetria é modulável entre os 352 a 1.155 litros mediante rebatimento dos assentos traseiros. E para ganhar mais algum espaço, é possível baixar o piso, deixando este a 200 mm do perfil que contribui para melhorar a rigidez torsional da carroçaria.
Aos lugares dianteiros, os ângulos dos pilares “A” e “B” condicionam a acessibilidade consoante estatura, enquanto na traseira os acessos são bem melhores. No tocante à habitabilidade esta é muito melhor face aos acessos e, para quem se sentar ao volante, dois painéis de 12,3” concedem muita informação e de forma intuitiva, tanto nos diversos comandos como no visor central táctil.
Em termos de materiais utilizados, uma grande parte destes é dura ao tacto, mas evidenciam um bom nível nos acabamentos. Escasso nos espaços para arrumos, o interior do Stonic conjuga os comandos manuais com os tácteis, e a transmissão automatizada de sete relações, pode ser accionada manualmente, mediante um toque para o lado de quem conduz.
Nos números mais importantes a configuração Tech 7DCT é proposta a 27.990 € sem contar com despesas logísticas, administrativas e pintura metalizada. Sublinhe-se que a este valor correspondem diversos sistemas ADAS – Advance Driver Assistance Systems – mediante utilização de câmaras, que monitorizam constantemente o ambiente circundante para ajudar a detectar potenciais perigos, ao mesmo tempo que inclui funcionalidades como o alerta de atenção para quem conduz (DAW), prevenção da colisão frontal (FCA), manutenção na faixa de rodagem (LFA) e acelerador adaptativo (ISLA), entre outras.
Tal como outros modelos Kia, o novo Stonic beneficia de uma garantia de sete anos ou 150.000 quilómetros consoante o que ocorrer primeiro. Com uma tara a rondar os 1.300 kg, e 100 cv disponibilizados através dos três cilindros com turbo e injecção direta de gasolina, o Stonic não concede acelerações ou reprises dignas de destaque.
Todavia, a progressividade dos andamentos é notória, sendo de apontar que na busca da redução de emissões e consumos de combustível, o efeito travão-motor é reduzido, como acontece na maior parte dos 1.000 presentes no mercado.
Ao volante, a suavidade alia-se à facilidade de condução, em parte conseguida mediante a presença da transmissão automatizada de sete relações. É um facto que nas versões equipadas com transmissão manual de seis relações, o PVP é mais em conta e começa nos 21.490 euros, mas o conforto de utilização e também o de rolamento, são beneficiados com a presença da transmissão automatizada DCT (Dual Clutch Transmission). Num breve contacto ao volante e em percurso misto (AE+EN+Urbano) registámos à média de 46,5 km/h um consumo de 6,2 litros/100 km.

