João Ferreira já figura no “top 10” do Rali Dakar
Apesar das dificuldades da oitava etapa, o piloto leiriense da Repsol Portugal, navegado por Filipe Palmeiro, de Portalegre, continua numa clara e inequívoca ascensão na classificação geral, ocupando o 10.º lugar.
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João Ferreira e Filipe Palmeiro continuam a subir na classificação geral nos automóveis no Rali Dakar. Após a oitava etapa, a dupla portuguesa ascendeu ao 10.º lugar da tabela classificativa absoluta, da competição a decorrer na Arábia Saudita, apesar das dificuldades sentidas ao longo da etapa, com mais um furo.
O piloto de Leiria continua assim uma ascensão muito positiva na geral, depois da descida a 17.º na etapa 4, Ferreira aumentou o ritmo e segue em ritmo positivo rumo aos objetivos: «Acabei de saber do acidente do Gonçalo Guerreiro e queria deixar-lhe desde já uma mensagem de força e rápida recuperação», começou por sublinhar o piloto da Repsol Portugal.
«Esta foi uma etapa muito, muito difícil, onde logo no início perdemos algum tempo em relação aos nossos concorrentes mais diretos devido a um furo. Tentámos minimizar as perdas e a subida ao Top-10 acaba por ser uma boa recompensa para a etapa que acabámos por fazer. Amanhã começa a segunda etapa maratona deste Dakar e chegar ao final de quarta-feira é fundamental para continuarmos a lutar pelos nossos objetivos», garantiu João Ferreira.
A nona etapa do Dakar 2026, a disputar amanhã, marca o início da segunda maratona, ligando Wadi Ad-Dawasir ao bivouac em Bisha, num dia de cerca de 410 km cronometrados após aproximadamente 121 km de ligação.
Esta etapa coloca à prova novamente a resistência física e mecânica, com pistas que alternam entre zonas de pedra e traiçoeiras, onde a velocidade e a precisão de condução têm de ser cuidadosamente. O traçado termina com uma passagem por dunas, oferecendo um aperitivo do que espera os concorrentes nas etapas seguintes, num ambiente desértico onde a leitura do terreno e a capacidade de manter ritmo sob pressão são essenciais.
Como se trata de uma etapa maratona, os concorrentes não têm assistência técnica no bivouac de chegada, que volta a ser minimalista, exigindo que pilotos façam a gestão da sua própria viatura após um dia intenso de competição.

