FÓRMULA 1

Fórmula 1 mantém GP do Qatar e Abu Dhabi

O responsável máximo da Fórmula 1, Stefano Domenicali, anunciou este sábado, contra todas as expectativas, a manutenção dos dois últimos Grandes Prémios da temporada no Qatar e em Abu Dhabi, apesar das fortes tensões geopolíticas no Médio Oriente.

carlos.sousa@autolook.pt

«Com as informações que temos, está tudo confirmado para permanecermos no Qatar e em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos)», declarou o dirigente à emissora Canal+, à margem do GP da Malásia disputado este fim de semana no circuito de Sepang, nos arredores de Kuala Lumpur.

À Sky Sport Italia, Stefano Domenicali confirmou também o calendário dos dois últimos Grandes Prémios do ano, em 29 de novembro e em 6 de dezembro, no Qatar e em Abu Dhabi – duas monarquias árabes do Golfo afetadas há meses pelo conflito militar entre os Estados Unidos, o Irão e Israel.

O dirigente italiano afirmou ter recebido a «garantia de que tudo estava em ordem» e prometeu que «manteriam as equipas e os pilotos informados sobre a situação, sem filtros», caso o cenário se agravasse até ao final do ano.

A posição de manter a realização das duas últimas corridas do ano no Qatar e em Abu Dhabi gerou algum ceticismo no paddock, mas quer os pilotos quer as equipas ainda não se manifestaram sobre o tema e optaram pelo silêncio.

No entanto, o tetracampeão do mundo, o neerlandês Max Verstappen, cuja opinião tem um grande peso na Fórmula 1, manifestou no passado fim de semana, à emissora ViaPlay, a sua clara relutância em correr nos circuitos dos países do Golfo.

«Normalmente, gosto de ir ao Qatar e a Abu Dhabi, mas há uma guerra nas redondezas e, se alguns países estão em conflito, acho que não devemos ir lá», argumentou Max Verstappen. Na quinta-feira, numa conferência de imprensa em Sepang, acrescentou, de forma mais diplomática, que confiava na FIA (Federação Internacional do Automóvel) e na Fórmula 1 para «tomar a decisão correta».

Um dos planos B equacionados era transferir a etapa dos Emirados para Imola (Itália). A corrida no Bahrein também pode ser transferida para um circuito no sudeste asiático, mas organizada e financiada pelo país árabe. Já o Campeonato do Mundo de Resistência (WEC) substituiu o Bahrein e o Qatar por Barcelona (Espanha) e Monza (Itália), para as provas a realizar no final do ano.

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