Citroën C3 Aircross: escolha entre versatilidades
Mediante uma nova plataforma utilizada noutras marcas do grupo, o C3 Aircross Plus 145cv conjuga características que já identificaram outros modelos da marca. Ao volante, a experiência reflete as soluções que permitem preços e escolhas muito diversificadas.
FAUSTO MONTEIRO GRILO (auto.look2010@gmail.com)

Disponível com três níveis de equipamento, duas motorizações, e opção entre cinco ou sete lugares, o Citroën C3 Aircross evoluiu face ao anterior modelo. O comprimento aumentos e apesar de não chegar aos quatro metros e meio (4.395 mm) evidencia boas cotas de habitabilidade, num automóvel que não chega aos dois metros de largura (1.850 mm) mas que passa ligeiramente esta cota, quando se conta com os retrovisores (2.020 mm).
A altura passa o metro e meio (1.660 mm) fazendo parte dos atributos deste SUV, proposto com motorizações elétrica ou híbrida a gasolina, com esta última a registar 100 ou 145cv com transmissão automatizada de seis relações e diversos níveis de retardamento, obtidos através da posição “L” no selector em posição central.

Todas estas escolhas reflectem preços que começam nos 19.290 euros do You de 100cv e seis relações manuais, aos quais se acrescentam 2.400 euros para o Plus e 5.100 euros para o Max, que começa nos 24.590 euros.
Se desejar os sete lugares (700,01 euros) estes últimos devem ser considerados como de recurso, porquanto retiram uma fatia considerável aos 460 litros de volumetria na bagageira e concedem pouco espaço para as pernas. Aliás, nas versões de cinco lugares, a segunda fila de assentos concede mais 65 mm de espaço para as pernas, face à configuração de sete lugares.
Com bons acessos ao interior, tanto nos lugares dianteiros como traseiros, os assentos concedem de imediato um agradável apoio lateral, que contribui para o conforto de rolamento. Num painel simples e de fácil leitura, destaca-se em posição central o visor táctil de 10,25” para algumas das funções (Na versão Max inclui navegação 3D).

O volante de reduzidas dimensões e forma original, inclui o acelerador automático e o limitador de velocidade, ambos de fácil activação. Na bagageira, o piso pode ficar ao nível da abertura ou um pouco mais abaixo para chegar aos 460 litros, moduláveis mediante rebatimento dos assentos traseiros.
Ao volante, as primeiras impressões identificam a eficácia da assistência que torna a direcção leve, sem perder precisão e contribuindo para uma fácil condução. Outro dos itens que contribui para a eficaz condução, tem a ver com a travagem activa, disponível entre os 5 a 135 km/h. Por fim mas não menos importante, a uma boa visibilidade para a frente e laterais, a visualização nas manobras de marcha-atrás (de série nos Plus e Max) é projectada no visor central.

No que diz respeito à gestão dos 145cv, o três cilindros a gasolina e o eléctrico de 21 kW (28 cv) concedem satisfatórias acelerações e reprises, com a suavidade destas a ser gerida pelo sistema, mas também pelo pedal do acelerador, que exije alguma habituação. Ao premir o botão “L” no selector central, o sistema faz a gestão do retardamento nivelado de acordo com os andamentos.
No tocante ao conforto de rolamento, o “aircross” marca a diferença face a outros modelos, mediante a utilização de batentes hidráulicos nas suspensões.

O conforto de rolamento sai beneficiado e o mesmo acontece nas passagens em lombas ou pisos mais irregulares. Um pouco mais alto (+93 mm) e mais comprido face ao C3 (+380 mm) o “aircross” concede melhores volumetria e habitabilidade, além de melhorada gestão nos espaços de arrumos.
O conforto de rolamento é outro dos itens em que este modelo regista boas referências, mesmo se considerarmos que estas reflectem um valor competitivo no mercado, numa gama que permite escolhas algo diversificadas, entre a simplicidade do You de 100cv e mais elaborado Max híbrido de 145cv.
Com esta motorização, o Plus está posicionado entre estas duas escolhas de equipamentos. Num breve contacto ao volante e em percurso misto, ficou registado um consumo de 5,8 litros/100 km.

