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Nos bastidores de Supersports: FULL SEND

A Bentley mostra como foi criado Supersports: FULL SEND com Travis Pastrana no campus da marca em Crewe, Inglaterra. Filmagem de três dias envolveu mais de 100 pessoas da Bentley e da equipa de produção. Pela primeira vez, o campus de Crewe foi totalmente encerrado e isolado, para permitir filmagens em segurança e velocidades até 120 mph.

carlos.sousa@autolook.pt

Os detalhes de produção por detrás do filme mais dinâmico de sempre da Bentley – Supersports: FULL SEND, com Travis Pastrana – são revelados, com a marca a dissipar o fumo dos pneus em torno deste ambicioso e inovador projeto.

Um filme dedicado de bastidores, mostra como a produção foi realizada ao longo de três dias na Bentley, incluindo o encerramento total, pela primeira vez, de todo o campus da marca e envolvendo uma equipa de mais de 100 pessoas.

Supersports: FULL SEND foi realizado em abril do ano passado, quando o novo Supersports proporcionou a oportunidade de criar um tipo de filme totalmente novo para a Bentley. Os primeiros passos do projeto – conhecido internamente como “Pymkhana” (uma gymkhana filmada em Pyms Lane, a morada da fábrica) – começaram com conversas com departamentos-chave internos da Bentley que, para surpresa de todos os presentes, deixaram claro que o conceito era, de facto, possível, com a preparação adequada.

Com luz verde do Board of Management da Bentley, os trabalhos tiveram início no departamento de R&D da Marca, com o objetivo de preparar um veículo de desenvolvimento Supersports o mais extremo possível.

O diferencial eletrónico autoblocante foi ajustado para proporcionar bloqueio precoce, e o controlo eletrónico de estabilidade foi permanentemente desativado, tendo ainda sido desenvolvidas alterações de software específicas para permitir burnouts tanto estáticos como em movimento.

A chave para o sucesso foi o desenvolvimento e instalação de um travão de mão hidráulico funcional, integrado no sistema de controlo da caixa de dupla embraiagem de oito velocidades, permitindo que o automóvel entrasse de lado nas curvas apertadas da rede viária da fábrica, em vez de depender de power-oversteer.

O trabalho de preparação do veículo foi supervisionado pelo Engineering Manager da Bentley, Alistair Corner, referindo que «a missão para o nosso carro “Pymkhana” foi levar o já extremamente capaz Supersports ao máximo – remover todos os sistemas de segurança que a versão de produção tem obrigatoriamente de incluir e adicionar funcionalidades que permitissem ao automóvel “dançar” nas estreitas estradas da nossa fábrica».

«A equipa de engenheiros que desenvolveu este veículo foi extraordinária, aprendendo em tempo real e encontrando soluções criativas para transformar o automóvel numa verdadeira máquina. Crucialmente, aquilo que este veículo especial consegue agora fazer é uma extensão das capacidades intrínsecas do Supersports – o Pymkhana é um Supersports sem limites, que demonstra do que o nosso chassis e grupo motopropulsor são capazes quando levados ao extremo», acrescentou o responsável.

A par do automóvel protagonista – que integra agora a Heritage Collection da Bentley – foi também preparado um segundo veículo de reserva, para o caso de o principal sofrer danos durante as filmagens.

Ambos os automóveis receberam uma decoração exclusiva, inspirada no universo gymkhana, criada pelo artista gráfico Deathspray, e foram finalizados com jantes de 22” pintadas à medida. Sob o automóvel principal, foi ainda montado um par de blocos de titânio para derrapagem, responsáveis pela chuva de faíscas visível na parte final do filme.

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