Motocross

Nacional de Motocross com final glorioso

O traçado ribatejano do Granho encerrou da melhor maneira o Campeonato Nacional de Motocross 2026, com Gerard Congost (MX1), Gilen Albisua (MX2), Bernardo Pinto (MX125 Júnior), Paulo Felícia (MX Veteranos), Guilherme Gomes (MX85), Iker González (MX65) e Rodrigo Garcia (MX50) são os novos campeões nacionais.

carlos.sousa@autolook.pt – Fotos: PEDRO ANTUNES PHOTOGRAPHY

Paulo Alberto (Yamaha)

Foi um grande fecho de temporada, aquele a que se assistiu este domingo, dia 11 de outubro, no Crossódromo do Granho, derradeira ronda do Campeonato Nacional de Motocross 2026, com muito público a assistir ao bom espetáculo montado pelo Grupo Motard Moto Pampas e protagonizado por um plantel que discutia ainda a maioria dos títulos nacionais.

Gerard Congost (MX1), Gilen Albisua (MX2), Bernardo Pinto (MX125 Júnior), Paulo Felícia (MX Veteranos), Guilherme Gomes (MX85) e Iker González (MX65) são os Campeões Nacionais de Motocross 2026. Em MX50, classe que se corre em conjunto com as competições regionais, Rodrigo Garcia já havia conquistado o título, no ano em que alinhou também em MX65.

Gerard Congost (GasGas)

Mas não foram necessariamente estes os nomes que mais se destacaram na prova do Granho, com Paulo Alberto (Yamaha) a fazer mais uma das suas “visitas” vitoriosas ao Campeonato Nacional de Motocross, ganhando a classe de MX1 no Granho.

O piloto de Leiria, que corre habitualmente no Brasil, viajou até ao Ribatejo e, aos 36 anos, dominou a primeira manga e foi segundo na corrida seguinte, mesmo depois de uma queda logo na volta inaugural, o que lhe daria o triunfo à geral.

Gilen Albisua (GasGas)

Luís Outeiro (Yamaha) foi 2.º da geral, com um 3.º posto na primeira corrida e a vitória na segunda manga, despedindo-se assim da placa n.º 1 com um grande resultado e o 2.º lugar do campeonato. Gerard Congost (GasGas) assegurou o título de MX1 logo nos treinos cronometrados, onde foi o mais rápido na frente de Martim Palma (Ducati).

Nas corridas, o piloto espanhol fez P2 e P3, o que lhe daria o 3.º lugar da geral na frente de Martim Palma, este a terminar uma boa época com dois quartos lugares e o 3.º posto final no campeonato de MX1.

O único título já decidido antes da corrida era o de MX Veteranos, em favor de Paulo Felícia (TM), ele que havia ganho todas as mangas esta época e viu a sua série invicta terminar no Granho, com duas vitórias para o Campeão de Veteranos de 2025, Ricardo Aires (KTM), que assegurou assim o vice-campeonato numa época em que foi afetado por algumas lesões.

Guilherme “Gui” Gomes (KTM)

Entre as MX2 registou-se outro título para um piloto espanhol, , que coroou a sua temporada com vitórias em ambas as mangas, sempre seguido de Tomás Santos (KTM) e de Sandro Lobo (KTM), com Vasco Salgado (Yamaha) e Gonçalo Cardoso (KTM) a fecharem o top 5.

Bernardo Pinto (Yamaha), que discutia aqui o título de MX125 Júnior com o seu irmão Duarte Pinto (Yamaha), saiu vitorioso do Granho, vencendo o campeonato e a geral (P2 e P1). Bernardo Caiado (GasGas), em crescendo neste final de época, venceu a primeira manga e foi quinto na seguinte, o que lhe daria o 2º posto na geral na frente de Maksim Trokhymchuk (P4 e P3), em Husqvarna. Seguiram-se Duarte Pinto (P6/P2) e Leonardo Gaio (P3/P6).

Iker González (KTM)

Também a garantir o título logo nos treinos cronometrados – e por isso a correr já com a placa N.º 1, tal como Congost em MX1 – esteve o piloto de Soure, Guilherme Gomes (KTM), entre as MX85, que nem por isso abrandou o ritmo.

Guilherme “Gui” Gomes e Thiago Rodríguez foram os primeiros a cortar a meta na manga inaugural, mas seriam penalizados por saltar com bandeiras amarelas agitadas, pelo que o triunfo nesta corrida caberia a Dinis Neto (KTM), seguido por Maria Inês Gandum (Husqvarna) e Gui Gomes, este a acabar por vencer a geral depois de ter ganho a segunda manga à frente de Rodríguez e Neto.

Ricardo Aires (KTM)

Finalmente, em MX65, Iker González (KTM) fechava uma grande época com o título e as vitórias nas duas mangas, enquanto, atrás de si, Noel Carracedo (GasGas) e Rodrigo Garcia (Yamaha) alternavam nos 2.º e 3.º lugares no final das duas mangas, com vantagem na geral para Carracedo por ter feito o 2.º lugar na última manga.

Terminado mais um Campeonato Nacional de Motocross, a estrutura federativa agradeceu a todos quantos «ajudaram e permitiram, com o seu esforço e dedicação, levar a bom porto esta temporada, deixando um sentido agradecimento a todas as organizações, equipas, pilotos e suas famílias, bem como à grande equipa da Comissão de MX/SX da FMP». «Muito obrigado a todos e até 2027», pode ler-se no comunicado final.

 

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