Mitsubishi Eclipse: conectividade sobre rodas
A nova geração do Mitsubishi Eclipse Cross Intense EV é mais do que uma renovação estética. Face a modelos anteriores, disponibiliza maior amplitude na personalização e pode, facilmente, ser adicionado como um dispositivo que passa a fazer parte do quotidiano sobre rodas.
FAUSTO MONTEIRO GRILO (auto.look2010@gmail.com)
Ao escolher para o mercado nacional o nível de equipamento Intense, a marca japonesa elevou a fasquia e, podemos adiantar, que seguiu a linha dos três diamantes: uma na conectividade; outra nas funcionalidades; e uma terceira na motorização de 162 kW (220cv).
A bateria de 87 kWh está colocada sob o piso e conta com algumas melhorias, como a refrigeração por água, além da bomba de calor e aquecedor PTC. Além destas funções a bateria vem equipada com um acesso para a injecção de água – a utilizar por bombeiros em caso de emergência.
Renovado na imagem exterior, chega quase aos quatro metros e meio de comprimento (4.489 mm) tendo pouco mais de metro e oitenta de largura (1.864 mm) ultrapassando por pouco o metro e meio de altura (1.571 mm) equipado com jantes de 19” com pneus 205/55. A bagageira tem a volumetria modulável dos 545 aos 1.670 litros, mediante rebatimento dos assentos traseiros. Nos números mais importantes e com um PVP que garante chave-na-mão, o valor é de 44.500 euros.
MODELO CONCEDE
CONECTIVIDADE SOBRE RODAS
Os acessos ao interior são bons mas as cotas de habitabilidade levam vantagem face aos primeiros. Alguns materiais são duros ao tacto, e tal deve-se ao facto do Eclipse Cross (como uma grande parte dos automóveis actuais) ter parte dos materiais provenientes da reciclagem, destino traçado para uma grande parte dos materiais utilizados.
Todavia, este modelo concede uma verdadeira conectividade sobre rodas, a começar nos dois visores de 12 e 12,3” através dos quais se pode obter a pontuação de quem conduz e alguns conselhos para melhorar. Através do Google integrado, basta ao utilizador iniciar a sessão com a sua conta, e passar a ter acesso a uma experiência personalizada, passando o veículo a ser adicionado como um novo dispositivo.
Os Apple CarPlay e Android Auto estão disponíveis sem fios, e o mesmo acontece com os comandos de voz Siri e Google. Os dispositivos externos podem ser carregados a 15 W (Qi e Magsafe) e ligados a uma das quatro portas USB encontradas no interior.
NO VOLANTE EXISTEM ALGUNS
COMANDOS QUE EXIGEM HABITUAÇÃO
Para quem se sentar aos comandos e devido aos diversos ajustes do assento e volante, é fácil encontrar uma agradável posição de condução. A visibilidade é boa para a frente e laterais, ambas beneficiadas através do sistema 360º de sensores e visualização, muito úteis para manobras de estacionamento e marcha-atrás.
No volante existem alguns comandos que exigem habituação. Por um lado devido às redundâncias, e por outro pela concentração de comandos, como acontece com as três alavancas, todas colocadas do lado direito. Duas destas estão colocadas atrás do volante (áudio e limpa-vidros) e o selector de andamentos em posição superior.
Ainda no volante – uma das tais redundâncias – vamos encontrar o selector de modos de utilização: eco; comfort; sport; e personalização, com os eco e sport a evidenciarem diferenças significativas, tanto na condução como na autonomia. Atrás do volante, estão duas patilhas que permitem escalonar em quatro níveis os efeitos de regeneração/retenção.
NOVA GERAÇÃO “EV” ESTÁ MAIS EFICIENTE
Como acontece na generalidade dos automóveis com motorização eléctrica, também este Mitsubishi evidencia diferenças entre a circulação urbana, estrada e auto-estrada.
No entanto, num breve contacto ao volante (AE+EN+Urbano) registámos um consumo médio de 13,5 kWh sem registar grande diferenças de consumo e consequente redução na autonomia.
Num primeiro trajecto, após gastar 19% de carga da bateria, aos 108 quilómetros percorridos, corresponderam 113 quilómetros de autonomia dos 602 km disponíveis quando se iniciou o percurso.
Por outras palavras, esta nova geração de “EV” está mais eficiente e prática na utilização, como acontece quando se conduz contando apenas com o pedal do acelerador.
Com a máximo da regeração de energia seleccionado, a retenção é significativa, contribuindo para menor utilização do circuito de travagem.

