Ogier, Neuville e Tänak lutam pelo título na Austrália

Terceira e derradeira etapa do Campeonato Mundial de Ralis disputa-se entre sexta-feira e domingo. O título já não era decidido na última prova do ano há sete anos, com o favoritismo a recair para o francês, após ter recuperado 26 pontos a Neuville nas duas provas anteriores.

(auto.look2010@gmail.com)

O francês Sébastien Ogier (Ford Fiesta WRC), o belga Thierry Neuville (Hyundai i20 WRC) e o estónio Ott Tänak (Toyota Yaris WRC) disputam, entre sexta-feira e domingo, o título mundial de ralis, na 13.ª e derradeira etapa do campeonato, na Austrália.
Há sete anos que o ceptro não era decidido na última prova do ano, na qual Sébstien Ogier, pentacampeão do mundo, defende os três pontos de vantagem sobre Thierry Neuville, segundo classificado. Ott Tänak segue no terceiro lugar, a 20 pontos, e tem sido o mais rápido dos três aspirantes ao título na segunda metade da época.
Em jogo estão 30 pontos, 25 pela vitória mais a “power stage”, a derradeira especial que distribui pontos pelos cinco mais rápidos. Ogier parte como favorito, depois de ter recuperado 26 pontos a Neuville nas duas provas anteriores e ter regressado à liderança, que tinha perdido na Sardenha, na sétima das 13 etapas.
A esta vantagem, soma a experiência e a confiança de cinco títulos consecutivos no palmarés, enquanto o belga foi vice-campeão do mundo três vezes, 2013, 2016 e 2017 e o estónio tem como melhor resultado o terceiro lugar no ano passado.
O francês conquista o sexto ceptro se vencer ou ficar em segundo e terminar a “power stage” entre os dois mais rápidos. Pode ainda sagrar-se hexacampeão se ficar à frente de Neuville, desde que ambos não terminem abaixo do quinto lugar se Tänak vencer a prova e a “power stage”.
«A pressão está do lado deles (adversários), pois têm de recuperar uma desvantagem. Temos consciência que o facto de sermos os primeiros em pista dificulta a tarefa mas tudo pode acontecer e estamos preparados para o desafio», afirmou Ogier.
Por sua vez, Neuville tem de bater Ogier. O ideal é vencer o rali e a “power stage” e esperar que mais alguém roube pontos na última especial ao piloto natural de Gap. Se o francês for segundo nas duas, ficam empatados em pontos, vitórias e segundos lugares. O título penderia para Ogier, por ter mais quartos lugares (nenhum ficou em terceiro).
Se Neuville for segundo ou terceiro e Ogier terceiro ou quarto, respectivamente, o título vai para o mais bem classificado na “power stage”. Já ficámos em segundo demasiadas vezes. Nesta prova vai ser o tudo ou nada», avisou Neuville.
Mais pressionado surge Tänak, que tem de conquistar os 30 pontos em disputa e esperar que os rivais fiquem abaixo do quinto lugar ou vencer a prova desde que Ogier e Neuville terminem abaixo de sétimo
«Vou dar o meu melhor. Ainda tenho hipóteses matemáticas e, apesar de não estar nas minhas mãos, vou dar o meu melhor», rematou.
Também o título de construtores ainda está em disputa, com a Hyundai na frente, com 43 pontos de vantagem sobre a M-Sport/Ford, que já assumiu abdicar desta luta em detrimento do Mundial de pilotos.
O Rali da Austrália surge reconfigurado, com 16 das 24 especiais a serem novas ou em sentido contrário ao de anos anteriores. O traçado em gravilha apresenta-se como um desafio para os primeiros a partir, a não ser que chova. E, segundo os meteorologistas, existe essa possibilidade.
A última vez em que o campeonato foi decidido na última prova aconteceu em 2011, na Grã-Bretanha. Na altura, o francês Sébastien Loeb (Citroën C4 WRC) levou a melhor sobre o finlandês Mikko Hirvonen (Ford Fiesta WRC), conquistando o oitavo título consecutivo dos nove que conquistou.

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