Filipe Albuquerque foi 9.º nas 24h de Le Mans
A edição deste ano das 24 Horas de Le Mans voltou a colocar à prova a resistência de pilotos e máquinas, num fim de semana que acabou por ser madrasto para as ambições do piloto conimbricense se companheiros de equipa, devido a pequenos problemas e penalizações que sofridas ditaram o resultado final.
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O piloto português, que partilhou os comandos do Cadillac da Wayne Taylor Racing com os norte-americanos Ricky e Jordan Taylor, cruzou a linha de meta longe dos lugares que ambicionava, fruto de uma sucessão de contratempos sobretudo penalizações e alguma falta de performance face à concorrência direta.
Apesar de a equipa ter entrado em pista com o claro objetivo de discutir os lugares da frente e de ter acreditado piamente que seria possível, a dureza da mítica prova francesa obrigou o trio a uma corrida de constante recuperação. No rescaldo de uma maratona tão exigente, Filipe Albuquerque não escondeu alguma frustração, mas fez questão de enaltecer o espírito de sacrifício de toda a estrutura.
«Demos absolutamente tudo o que tínhamos, mas Le Mans voltou a não jogar a nosso favor. Sabíamos que tínhamos ritmo e uma equipa fantástica para lutar no topo, e sonhámos que podia ser possível, mas pequenos problemas e as penalizações que fomos sofrendo acabaram por ditar o nosso resultado. A determinada altura deixámos de ter a performance ideal em pista e tudo se torna uma subida íngreme», lamentou o piloto de Coimbra.
Mesmo com as contrariedades a afastarem o Cadillac da frente da corrida, os pilotos da Wayne Taylor Racing mantiveram-se focados em levar o protótipo até à bandeirada de xadrez, demonstrando uma enorme resiliência. Para Filipe Albuquerque, esse foi o principal motivo de orgulho no final das 24 horas de competição.
«O lado positivo é a resiliência: nunca baixámos os braços e levámos o carro até ao fim. Tivemos já na parte final alguma dificuldade em aceitar o desfecho, mas saímos daqui de cabeça erguida e com os olhos postos no futuro, até porque fomos muito melhores que o ano passado e isso é muito positivo», concluiu o piloto português, já focado em traduzir o verdadeiro potencial do carro nas próximas rondas do Campeonato Norte Americano de Resistência.

