Cápsula do Tempo-Guarda 2050 celebra 13 anos
A cidade da Guarda celebrou o 13.º aniversário da Cápsula do Tempo – Guarda 2050, iniciativa do Clube Escape Livre, marcada pela conferência dedicada à cidade mais Alta liderada por Thierry Proença dos Santos, diretor do Museu da Guarda.
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Com a cidade mais Alta a servir de tónico para mais um aniversário da Cápsula do Tempo – Guarda 2050, iniciativa que contou com o apoio do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) em parceria com a Câmara Municipal da Guarda, Junta de Freguesia da Guarda, Rádio Altitude e patrocínio da SPAL, o Clube Escape Livre voltou a proporcionar um dia festivo.
A Cápsula do Tempo – Guarda 2050 já faz parte da agenda da cidade mais Alta e, anualmente, reúne personalidades da capital de distrito. Uma ideia que foi apadrinha por muitos ao deixarem os seus vaticínios, os seus depoimentos, os seus objetos, dentro desta cápsula, obra do IPG, que está soterrada junta a Torre de Menagem, na Encosta do Tempo, o ponto mais alto da Guarda.
Mantendo a tradição, o primeiro momento decorreu junta à cápsula onde José Relva, presidente da Assembleia Municipal da Guarda, teve a honra de cinzelar o ano de 2026 na orla da cápsula, debaixo do calor guardense.
Um gesto carregado de simbolismo e sobre o qual José Relva referiu «estar muito orgulhoso de ter recebido o convite para este momento solene, transferindo esse orgulho para todo os elementos da Assembleia Municipal que represento».
Após este momento, foi tempo de plantar a 13.ª árvore na Encosta do Tempo, tendo o presidente do Clube Escape Livre, Luís Celínio, convocado todos os presentes para deitarem a sua pá de terra sobre a raiz da “Pyrus Calleryana”, uma Pereira de Jardim, espécie que foi escolhida para este 13.º aniversário.
Depois foi tempo de chegar ao Paço da Cultura da Guarda e, no auditório nobre, todos escutarem a palestra de Thierry Proença dos Santos, diretor do Museu da Guarda, que subordinou o tema “A Guarda como Interioridade, Transfronteiriça e Memória do Futuro”.
Destacou o facto de ter «associado o aniversário da Cápsula do Tempo ao seu significado, à sua relação com a cidade, como sentimos a Guarda e como pretendemos participar na construção da cidade, foi uma reflexão em torno dessas questões».
A cidade mais Alta esteve no centro das comemorações do 13.º aniversário da Cápsula do Tempo – Guarda 2050. A apresentação da 13.ª chávena da coleção “Chávenas do Tempo” feita pelo seu criador, o arquiteto António Saraiva, encerrou o programa de celebração de mais um aniversário desta iniciativa, tendo todos os presentes sido regalados com uma das novas chávenas da coleção.
Na ocasião, o criador da obra com produção da SPAL, destacou «o facto do pires da chávena, o seu protetor, o seu território, ostentar o mapa de Portugal e de Espanha separados pela fronteira e com a Guarda em destaque, enquanto a chávena é a memória, o cérebro, onde um bom café oferece, sempre boas memórias».
Para Luís Celínio, presidente do Clube Escape Livre, «esta celebração foi marcante, não só por já estarmos bem dentro da segunda década da iniciativa, mas pelo crescente interesse e curiosidade sobre o que a Cápsula do Tempo – Guarda 2050 encerra dentro de si».
«Por outro lado, foi um gosto escutar uma palestra sobre a nossa cidade, enquanto lembramos com saudade o patrono desta iniciativa, o dr. Francisco Pinto Balsemão que sempre lembrou que “alguém sem memória é alguém sem raízes”, ele que prezava tanto as suas raízes guardenses e aderiu a esta iniciativa desde a primeira hora».

