Dani Pedrosa: “Vou sentir falta das sensações no pódio

Piloto espanhol da Honda diz que os resultados de 2018 não foram o motivo que o levaram à “reforma” no MotoGP

Texto: Carlos Sousa (auto.look2010@gmail.com)

Dani Pedrosa

Dani Pedrosa vai despedir-se do MotoGP no final do GP de Valência, ao fim de 18 temporadas em que venceu três campeonatos mundiais (um nas 125cc e duas na 250cc) e 54 vitórias. Apesar do piloto de Castellar del Vallés não ter alcançado o título de MotoGP, o seu mérito foi amplamente reconhecido, o que lhe valeu a nomeação de lenda da categoria.
O experiente espanhol assegura que nunca imaginou, antes de entrar no campeonato, de se despedir com o seu nome incluído no selectivo grupo de pilotos de notoriedade.
«É um momento muito especial e bastante emotivo porque não esperava que pudesse acontecer», começou por referir Dani Pedrosa, acrescentando que «há muitos anos que recebo o apoio dos fãs e também reconheço que MotoGP deu-me muitas coisas».
«Aprendi muito e acho que eu tenho obtido mais porque os meus adversários sempre foram muito bons. Todos eles fizeram-me muito bem e, eu, também fiz bem a todos eles», sublinhou o piloto de Castellar del Vallés.
Pela primeira vez na sua carreira, o catalão não conseguiu festejar qualquer pódio em toda a temporada, pese embora ainda o possa fazer este domingo em Valência. No entanto, Dani Pedrosa afirma que a decisão de se retirar não teve nada a ver com os resultados alcançados. O piloto espanhol reconhece que não era a primeira vez que considerava abandonar a competição.
«A minha decisão vem muito antes do início da temporada. Foram apenas as sensações, não os resultados. Não foi a primeira vez, no passado, que tive momentos difíceis, pelo que, por vezes, é extremamente difícil recuperar o ânimo. Foi em 2011 quando, em 2010, sofri uma queda e não consegui recuperar durante o Inverno. Naturalmente que fiquei completamente desconsolado. Em 2011 voltei a cair e a questão do abandono ganhou ainda mis força», recorda o piloto da Honda.
Para trás ficaram mais de meia dúzia de temporadas e, agora, Dani Pedrosa está prestes a colocar um ponto final na carreira desportiva mas a “exibir” grandes memórias, tanto nas pequenas categorias como no tempo que passou na MotoGP.
«É uma boa sensação, sobretudo por ter ajudado a abrir as portas a outras gerações. O melhor momento da minha carreira foi o primeiro campeonato. Outro dos destaques foi em 2006 quando “enfrentei” uma grande moto. Fui tudo muito rápido», confidencia Dani Pedrosa, referindo-se à sua estreia na categoria de motos pesadas.
Embora não abandone por completo o motociclismo, dado que irá abraçar o projecto de piloto de testes da KTM nas próximas duas temporadas, haverá muitas coisas em que Dani Pedrosa vai sentir grandes saudades.
«Vou sentir a falta da sensação de calcar o pódio. É uma sensação extraordinária quando se ganha. É algo muito especial que se sente e não há palavras para a descrever, bem como será especial esta última corrida agendada para domingo. É indiscritível. É como se nada fosse real em nosso redor, mas não há como parar o tempo. Vou perceber quando terminar», sublinhou Dani Pedrosa.

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