Toyota bZ4X Premium: evolução velada
Num automóvel enquadrado como classe 1 nas portagens, o dinamismo na condução e o conforto de rolamento, destacam-se neste elétrico que conquistou cinco estrelas Euro NCAP em 2025. Além de disponibilizar mais escolhas na motricidade e potência, a regeneração está mais eficaz, beneficiando o desempenho dinâmico e autonomia.
FAUSTO MONTEIRO GRILO (auto.look2010@gmail.com)
Colocado no mercado em 2022, este foi o primeiro veículo elétrico da marca japonesa e também a primeira abordagem “SUV” com esta motorização, que permite escolher entre os 57,7 ou 73,1 kWh, num automóvel disponibilizado em três níveis de equipamento (exclusive, premium e lounge) e tracção 4X2.
No tocante aos números mais importantes, estes estão balizados entre os 45.000 e 56.000 euros. Por outras palavras e com base no financiamento Toyota easy, as mensalidades começam nos 533,98 euros, num automóvel cuja evolução mais significativa se encontra na motorização, tanto nas potências dos motores como no carregamento das baterias.
Neste automóvel que passa os quatro metros e meio de comprimento (4.690 mm) e fica aquém dos dois metros de largura (1.860 mm), a cota de altura passa do metro e meio (1.650 mm). No entanto, ao analisar a volumetria da bagageira, esta fica-se pelos 452 litros, um valor intermédio ao comparar com outros “SUV” híbridos da marca. O CH-R disponibiliza 388 litros e o RAV4 conta com 520 litros. Na silhueta “touring” do bZ4X a coisa muda de figura e a volumetria da bagageira chega aos 669 litros.
No que diz respeito aos acessos, estes são bem melhores aos lugares posteriores do que aos dianteiros. A evidente e extensa inclinação do pilar “A” condiciona os ângulos de acesso, em especial se a posição de condução, foi ajustada em altura.
Com esta última e restantes ajustes que incluem a coluna de direção e volante, é fácil encontrar uma boa posição de condução, desfrutar da boa habitabilidade, e espaços para arrumos. Entre os assentos dianteiros um dos espaços para arrumos abre na direção do pendura!
Se por um lado dificulta o acesso de quem conduz, também pode ser visto como um item a ser utilizado pelo pendura ou quando o veículo se encontra parado. Os comandos estão bem posicionados, o visor táctil de 12,3” concede fácil utilização, e na consola central existem dois suportes para carregamento de smartphone.
As primeiras impressões ao volante deste elétrico, revelam uma dinâmica cuidada, tanto ao nível da eficiência como no conforto de rolamento. Do lado da eficiência, destacamos a eficácia das suspensões independentes, a regeneração de energia e efeito “travão-motor” escalonado através de patilhas (+/-) colocadas atrás do volante, e um volante preciso que concede uma boa manobrabilidade.
Ainda a respeito das manobras, destaque para o diâmetro de viragem e visualização 360º que inclui guias sobrepostas em função da trajetória das rodas e carroçaria. No tocante ao conforto de rolamento, a ausência de ruídos tão característica dos veículos elétricos, é evidente neste automóvel.
Aliás, a velocidades mais elevadas – em autoestrada – é mais incomodativo o ruído aerodinâmico. Os assentos concedem bom nível de conforto, para o qual contribuem as suspensões com boa taragem (mola+amortecedor).
Num breve contacto ao volante em percurso misto (AE+EN+Urbano) à média de 34 km/h foram necessários 64% de carga para 318 quilómetros. Com a regeneração no máximo, o bZ4X pode ser conduzido mediante utilização do pedal do acelerador, como se fosse a função “one pedal” que este modelo não preconiza.
Como acontece com os automóveis atuais, este Toyota exige alguma habituação, ao utilizar comandos como o acelerador automático adaptativo, as tais patilhas atrás do volante para escalonar o efeito de ‘travão-motor’ ou as funções de assistência à condução. A tal que apesar da evolução ser velada, não deixa de causar boa impressão.

