Ogier ansioso para regressar ao Rally Safari
Apesar não participar na competição desenhada no Quénia desde 2023, do piloto francês integra a lista de favoritos a vencer a edição de 2026, atendendo, sobretudo, ao seu conhecimento ao nível do terreno, uma vantagens a ter em linha de conta.
CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

O lendário Safari Rally Kenya entra em numa nova era este ano, trocando a agitação urbana da capital por um desafio totalmente concentrado e de alta intensidade, realizado exclusivamente no Vale do Rift. Trata-se da terceira etapa da presente temporada, na estrada de 12 a 15 de março, com início em Nairóbi para se concentrar inteiramente no terreno implacável ao redor do Lago Naivasha.
A prova não deixa de ser um teste definitivo de sobrevivência no Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), onde a vida selvagem é tão imprevisível quanto o clima. Com um cronograma refinado que inclui 20 especiais a disputar em quatro dias, o Safari Rally Kenya de 2026 exige o máximo compromisso desde o primeiro quilómetro.

Os participantes do WRC estão de malas e bagagens ao Quénia no final da próxima semana – sexta edição no moderno formato desde o regresso do evento ao calendário internacional em 2021. O campeão mundial em título, Sébastien Ogier, não vai descurar a oportunidade para fazer a sua segunda aparição na temporada, após terminar em terceiro no Rali de Monte Carlo.
O piloto francês não alinhou no Rali da Suécia, justificando sua ausência com a necessidade de descansar após meses dedicados na procura do seu nono título, pelo que está de regresso ao Safari Rally Kenya depois de ter ficado de fora das duas últimas edições.
«Mal posso esperar para regressar a este magnífico país e vivenciar o entusiasmo dos fãs africanos», sublinhou Sébastien Ogier. Organizado em junho nas edições de 2021, 2022 e 2023, e no final de março em 2024 e 2025, o rali foi antecipado este ano uma semana, realizado de 12 a 15 de março.
As condições climáticas podem, eventualmente, ser diferentes das encontradas em edições anteriores. De acordo com Sébastien Ogier, piloto do Toyota GR Yaris Rally1 com o número 1 nas portas, «esta será a primeira vez que estarei no Quénia mais cedo no ano, e parece que o tempo estará mais chuvoso do que aquele que experimentei no passado».
A última vez que Sébastien Ogier e Vincent Landais estiveram no Quénia foi em 2023, e a sua participação resultou numa vitória, a terceira da dupla que se juntou no final de 2022. Existe, portanto, motivos para uma “chuva” de otimismo, especialmente porque a Toyota Gazoo Racing costuma ter um bom desempenho neste rali em território africano – todas as edições desde 2021 foram vencidas por um Toyota – e os campeões mundiais vão largar no segundo grupo de carros Rally1, já que estão atualmente em sexto lugar no campeonato.
O percurso deste ano é mais compacto, abrangendo quatro dias e 350,52 quilómetros cronometrados, com foco no parque de assistência do Lago Naivasha, a cerca de duas horas de carro a noroeste da capital, Nairóbi.
Após o “shakedown” na manhã de quinta-feira, o rali começa à tarde com as especiais de Camp Moran e Mzabibu. Ambos os troços são repetidos para marcar o início e o fim de sexta-feira, que também inclui três especiais em redor do Lago Naivasha, disputadas duas vezes antes e depois da visita ao parque de assistência ao meio-dia.
No sábado, as equipas seguem para o norte, até ao Lago Elmenteita, para três especiais repetidas, enquanto dois troços são percorridos duas vezes para compor a etapa final de domingo, com a segunda passagem pelo Hell’s Gate a servir como “power stage”, que encerra o rali.

