Laure e Botturi conservam o comando no Africa Eco Race

Na especial que ligou La Momie a Foum Zguid, na distância de 431,22 km, o francês e o italiano foram os mais fortes nos autos e motos, respectivamente, com Elisabete Jacinto a reforçar o segundo lugar nos camiões no Africa Eco Race.

Texto: PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

A exemplo do que sucedeu ontem, o francês Dominique Laure (Optimus) foi o mais rápido no segundo Sector Selectivo da edição 2019 do Africa Eco Race e cimentou a posição de comandante entre os automóveis, ao passar a dispor de 15m04s de avanço sobre o seu compatriota Jean Pierre Strugo (Optimus), segundo na etapa. E se Jean Pierre Strugo ganhou três posições, mais significativos foram os ganhos de outros dois franceses, Pierre Gosselin (Optimus) e Yves Fromont (Buggy), terceiro e quarto no SS respectivamente, com o primeiro a subir 14 posições e a ascender ao terceiro lugar, e o segundo 23, o que colocou na sétima posição, à frente do checo Tomas Tomecek (Tatra), que ascendeu ao comando dos “pesos pesados”, na classificação conjunta.

Por sua vez, Elisabete Jacinto (MAN) repetiu o segundo lugar, da véspera, nos camiões, desta feita atrás do checo, manteve o segundo lugar da categoria, mas desceu para a nona posição na classificação conjunta, a 19m09s do Tatra. Contudo a equipa portuguesa do MAN tem quase uma hora de avanço sobre o seu mais directo perseguidor, o belga Noel Essers (MAN).

Para Elisabete Jacinto a etapa foi dura, contudo a equipa conseguiu ultrapassar os contratempos com engenho e chegaram ao fim com mais uma classificação positiva: «Esta etapa não foi fácil pois o piso era bastante mau, devido às pedras, e era muito sinuosa. Mas, apesar de tudo, conseguimos fazer uma excelente corrida».

«Apenas tivemos uma dificuldade quando a determinada altura, na travessia de um cordão de dunas, ficámos presos e tivemos mesmo que cavar o que nos fez perder algum tempo. No entanto, a especial correu bastante bem e, para além deste percalço, não tivemos mais nenhuma situação a assinalar», concluiu a piloto portuguesa.

Nas motos, o norueguês Pal Anders Ullevalseter (KTM) foi o mais rápido no SS, mas só ganhou 1m40s ao italiano Alessandro Botturi (Yamaha), que conserva o comando nas duas rodas, agora com 4m29s de avanço sobre o piloto da KTM. O italiano Simone Agazzi (Honda) e o eslovaco Martin Benko (KTM), terceiro e quarto, respectivamente, no SS, passaram a ocupar essas posições em termos de geral, enquanto o inglês Richard Kaye (KTM), que, ontem, tinha feito o terceiro tempo, caiu para oitavo, como consequência de ter feito o nono tempo no SS.

 

CLASSIFICAÇÕES NA ETAPA

MOTOS

1.º Pal Anders Ullevalseter (KTM), 5.26’10”

2.º Alessandro Botturi (Yamaha), a 1’40”

3.º Simone Agazzi (Honda), a 17’28”

4.º Martin Benko (KTM), a 33’28”

5.º Felix Jensen (KTM), a 52’35”

AUTOMÓVEIS

1.º Dominique Laure/Christophe Crespo (Optimus), 5.21’12”

2.º Jean-Pierre Strugo/François Borsotto (Optimus), a 10’18”

3.º Philippe Gosselin/David Bonon (Optimus), a 27’24”

4.º Yves Fromont/Paul Vidal (Buggy), a 30’08”

5.º Jean Noel Julien/Rabha Julien (Optimus) a 36’16”

CAMIÕES

1.º Tomas Tomecek (Tatra), 6.03’41”

2.º Elisabete Jacinto/José Marques/Marco Cochinho (MAN), a 26’11”

3.º Noel Essers/Marc Lauwers/John Cooninx (MAN), a 58’54”

GERAL

MOTOS

1.º Alessandro Botturi (Yamaha), 6.32’32”

2.º Pal Anders Ullevalseter (KTM), a 4’29”

3.º Simone Agazzi (Honda), a 27’21”

4.º Martin Benko (KTM), a 44’09”

5.º Felix Jensen (KTM), a 1.01’19”

AUTOMÓVEIS

1.º Dominique Laure/Christophe Crespo (Optimus), 6’20’58”

2.º Jean-Pierre Strugo/François Borsotto (Optimus), a 15’04”

3.º Philippe Gosselin/David Bonon (Optimus), a 38’00”

4.º Jean Noel Julien/Rabha Julien (Optimus) a 41’33”

5.º Patrick Martin/Didier Bigot (Mercedes), a 43’35”

CAMIÕES

1.º Tomas Tomecek (Tatra), 7.12’03”

2.º Elisabete Jacinto/José Marques/Marco Cochinho (MAN), a 19’09”

3.º Noel Essers/Marc Lauwers/John Cooninx (MAN), a 1.14’07”

A ETAPA DE AMANHÃ

Se hoje a chegada foi feita no acampamento, amanhã a partida é dada nesse local, o que permite aos participantes disporem de mais algum tempo de repouso. Pela frente estão 400,71 km de Sector Selectivo, até Assa, a que se segue uma ligação de 14,29 km até ao Oued Draa-Assa, onde a caravana pernoita. Trata-se de um SS onde a navegação vai ser posta à prova, ainda que a parte inicial do traçado esteja balizada, o que ajudará os menos experientes, para depois entrar em cadeias de montanhas, lagos secos e controlos militares, num piso que pode provocar furos a quem ousar arriscar em demasia.

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