Superbike

Chuva interrompe teste de Superbike no AIA

O asfalto do Autódromo Internacional do Algarve ficou completamente encharcado para pilotos e motos de Superbike prosseguirem o segundo dia de testes. A chuva que caiu em catadupa na região de Portimão voltou a condicionar a sessão de trabalho, gerando um sentimento de frustração generalizado no paddock.

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

Os vários contratempos causados pelo mau tempo durante os testes em Jerez de la Frontera e em Portimão no mês de janeiro, tiveram prolongamento esta terça-feira, desta vez a chuva a provocar um enorme vazio no segundo dia de testes no Autódromo Internacional do Algarve (AIA).

Um cenário que, naturalmente, não agrada a gregos e troianos, levando mesmo os construtores a ponderar o fim dos ensaios de inverno no continente europeu, já a partir do próximo ano, até porque as equipas independentes enfrentam prejuízos que ultrapassam os 50 mil euros.

Perante este panorama, considerado o pior inverno de sempre para os testes alusivos ao Campeonato Mundial de Superbike, as equipas têm sofrido na pele a impossibilidade de testar as suas motos, assim como a respetiva tecnologia e pneus, tanto em Espanha como em Portugal.

Por via desse fator, muitos responsáveis das equipas, que já lamentaram a situação, ambicionam um modelo semelhante ao utilizado no MotoGP, concentrando os testes para paragens mais quentes e secas, nomeadamente Tailândia ou Qatar. Resta agora aguardar para ver qual será o caminho a seguir para 2027, depois de dois invernos consecutivos que se revelaram, para equipas e pilotos, manifestamente para esquecer.

Exceção aos dois dias de sol vividos em Phillip Island, na Austrália, na semana que antecedeu a corrida que, entre 21 e 22 de fevereiro abriu o 39.º Mundial, as motos derivadas de produção praticamente não rodaram em solo europeu.

Depois de ter deixado o MotoGP no final da temporada passada, onde competiu ao longo de sete anos e somou cinco vitórias em sete pódios, e ter ingressado esta época no Mundial de Superbike, Miguel Oliveira não tirou partido do conhecimento do traçado portimonense a fim de tirar dividendos com a nova montada.

O português iniciou a época de 2026 na BMW, detentora do título de construtores, situada no 7.º lugar, com 17 pontos, após a abertura do Mundial e antes do Campeonato se mudar para Portimão (28 e 29 de março), onde espera registar o maior número de pontos e contribuir para que a marca alemã volte e festejar novo ceptro.

No final do corrente mês, o pelotão mundial de Superbike tem o compromisso de efetuar a primeira das duas provas que se disputam em solo nacional, sendo a segunda no Estoril, a 10 e 11 de outubro, penúltima corrida das 12 que compõem o calendário.

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