Polestar 2: um sueco bastante evoluído
Numa altura em que o futuro do automóvel revela uma gincana entre o poder político e as soluções tecnológicas, a Polestar encara o quinto ano de existência com excelentes resultados entre os elétricos. Os planos incluem a chegada a outros segmentos de mercado, e a consolidação de resultados nos modelos existentes.
FAUSTO MONTEIRO GRILO (auto.look2010@gmail.com)

A par de um ciclo positivo que os suecos atravessam com o Polestar 2, a marca de Gothenburg vai somando nomes sonantes, como o Google Maps, a Brembo, a Öhlins e a Harman & Kardon, na lista de fornecedores do modelo produzido em território chinês.
Neste “sedan” que no comprimento pouco ultrapassa os quatro metros e meio (4.606 mm) e não chega aos dois metros de largura (1.985 mm) incluíndo retrovisores, a altura está abaixo do metro e meio (1.479 mm). No tocante aos pesos e como acontece com a generalidade dos eléctricos, o Polestar 2 ronda as duas toneladas, com a característica de a distribuição de peso entre-vias ser de 50/50.

Na bagageira a volumetria é de 407 litros, nos quais estão incluídos 43 sob o piso revestido, que conta com uma aba basculante, muito útil quando se transportam vários sacos ou malas. O rebatimento dos assentos posteriores permite chegar aos 1.047 litros de capacidade, neste automóvel cuja capacidade de reboque é de 1.500 kg.
Nos números mais importantes, estes começam nos 48.900 euros para modelo de autonomia aumentada e um motor. Todavia, até final do ano convirá rectificar os valores de aquisição. Com a chave no bolso ou mala, basta chegar aos sensores das portas para ter acesso a todas.

Em termos de acessibilidades, os lugares dianteiros concedem melhor acesso e habitabilidade face aos traseiros. No interior as primeiras impressões apontam para boas cotas de habitabilidade e bons ângulos de conforto, num habitáculo que não prima pelos espaços para arrumos.
Para quem conduz, a visibilidade é boa para a frente e laterais, sendo algo condicionada para a traseira. A forma do pilar ‘C’ e as dimensões do óculo traseiro, para isso contribuem. No entanto, a visão 360º vem colmatar qualquer ângulo-morto em redor do Polestar 2.

Além disso, sempre que entramos numa via mais estreita ou quando o trânsito/estacionamento condicionam a circulação, a visualização 360º é activada. Nas manobras de marcha-atrás ou estacionamento é necessária alguma habituação, porquanto os ângulos e distâncias apresentados no visor, podem não corresponder exactamente à posição do veículo ou obstáculos.
Para quem se sentar ao volante, as primeiras impressões apontam para uma utilização simples. Ao entrar no Polestar 2, este fica pronto a rolar, sendo necessário ajustar a função “one pedal” para conduzir apenas com o pedal do acelerador, e tirar partido do eficaz efeito de retardamento que permite imobilizar o veículo.

No mesmo visor central ajustam-se a sensibilidade do volante e controlo de estabilidade. Na consola central de dimensões algo invasivas e limitadoras da mobilidade entre assentos, o pequeno selector permite a escolha entre “R-N-D” existindo um botão “P” para a função de imobilização “parking”.
As primeiras impressões apontam para um automóvel com um bom nível de conforto de rolamento, e um bom desempenho dos assentos, em especial nos dianteiros. A firmeza das suspensões, a altura ao solo e os pneus 245/45 montados em jante 19”, enfatizam as respostas às lombas e buracos.
Quando se passa nestas irregularidades, o desempenho é algo reactivo e contrasta com o desempenho dinâmico em bom piso. Aliás, neste tracção traseira com distribuição de peso 50/50, a eficácia dos travões, o refinamento do volante ajustável em firmeza, e os 220 kW (299 cv) disponíveis no pedal do lado direito, tornam muito versátil a utilização deste automóvel que precisa de 6,2 segundos para chegar dos 0-100 km/h.
Num breve contacto ao volante e em percurso misto (AE+EN+Urbano) inciámos o percurso com 82% de bateria e 310 quilómetros de autonomia. No final dos trajectos e em termos práticos, registámos um consumo médio de 13,9 kWh à média de 30 km/h, excedendo a autonomia inicialmente declarada e com alguma disponibilidade de bateria.

