Percursos alternativos face ao corte na A1
Atendendo ao abatimento de parte do pavimento na A1, no sentido Norte-Sul, junto ao nó de Coimbra Sul, ao quilómetro 191, na sequência da rutura de um dique do rio Mondego, o Município de Coimbra recomenda desvios pela A8/A17/A25 como alternativa à A1 e desaconselha atravessamento da cidade e IC2.
auto.look2010@gmail.com – Fotos: MIGUEL A. LOPES / LUSA

A Câmara Municipal de Coimbra recomenda a utilização do corredor A8/A17/A25 como principal alternativa ao corte total da Autoestrada 1 (A1) entre Coimbra Norte e Coimbra Sul, determinado, após a rutura de um dique do rio Mondego, nos Casais do Campo, e o consequente abatimento da via ao quilómetro 191.
Embora o IC2 constitua igualmente uma solução possível, a autarquia desaconselha a sua utilização como corredor estruturante de atravessamento nacional, remetendo-a para deslocações intermédias entre Aveiro e Pombal, sobretudo nas horas de ponta, o que já esta manhã se traduziu em elevado volume de tráfego.
O Município de Coimbra recomenda ainda a utilização de sistemas de navegação GPS atualizados, onde já se encontram integradas as informações relativas aos cortes e percursos alternativos.
DESVIOS PARA ATRAVESSAMENTO NACIONAL
Para o tráfego proveniente de sul de Pombal com destino a norte de Aveiro, recomenda-se a saída em Pombal para o IC8, seguindo pela A17 até Aveiro e retomando a A1 através da A25, no nó de Aveiro Norte. No sentido inverso, o percurso deverá ser idêntico.
DESVIOS PARA TRÂNSITO PROVENIENTE DO PINHAL INTERIOR
O tráfego proveniente da A13 ou do IC8 (Castelo Branco) deverá optar prioritariamente pelo IC8 na zona do Avelar em direção a Pombal, entrando na A17 no nó do Louriçal e seguindo até Aveiro, com ligação à A1 pela A25, evitando a aproximação à área urbana de Coimbra.
Para trânsito proveniente de zonas a sul do concelho de Penela, recomenda-se evitar a transferência da A13 para Coimbra, seja em direção a Ceira, seja em direção à A1 através da A13-1, a partir de Almalaguês, prevenindo constrangimentos no atravessamento urbano da cidade.
DESVIOS PARA TRÂNSITO PROVENIENTE DA A25 PARA SUL
No caso do trânsito proveniente da A25 com destino a sul de Pombal, deve evitar-se o IP3 em direção a Coimbra. A recomendação é manter a circulação na A25 até Aveiro, seguir pela A17 até ao Louriçal e aceder à A1 através do IC8.
UTILIZAÇÃO DO IC2 RECOMENDADA APENAS PARA DESLOCAÇÕES ENTRE AVEIRO E POMBAL
O IC2 deverá ser considerado apenas para deslocações com destino intermédio entre Aveiro e Pombal, não sendo recomendado como corredor estruturante de atravessamento nacional, sobretudo nas horas de ponta.
Esta manhã de quinta-feira registaram-se vários quilómetros de fila nas vias urbanas e acessos à cidade de Coimbra, já habitualmente pressionados, devido à utilização como desvio da autoestrada e a constrangimentos adicionais em algumas estradas nacionais afetadas por inundações.
ABATIMENTO OCORREU APÓS CORTE PREVENTIVO
Durante a noite de 11 de fevereiro, registou-se o abatimento de parte da plataforma da A1 ao quilómetro 191, na zona de acesso ao viaduto C do Mondego. A ocorrência não representou risco para utilizadores, uma vez que o sublanço entre os quilómetros 198 e 189 tinha sido encerrado preventivamente em ambos os sentidos.
Segundo a Brisa Concessão Rodoviária (BCR), a rutura resultou do rebentamento do dique e da subsequente escavação do aterro que suporta a via, associada a um débito excecional superior a 2.100 m3/s. A concessionária informou que acompanha a situação desde 2 de fevereiro, com monitorização permanente, mantendo no terreno mais de 30 operacionais em articulação com as autoridades.
REPARAÇÃO DEVERÁ DEMORAR SEMANAS
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou que a reposição da infraestrutura poderá demorar «várias semanas», uma vez que a intervenção estrutural só poderá avançar quando os níveis do rio descerem.
O governante classificou a situação como «absolutamente anormal», destacando a «velocidade e a violência das águas». Estão a ser executados reforços provisórios com enrocamento enquanto persistirem caudais elevados, não estando excluída a possibilidade de alastramento da fissura ao outro sentido da via. O ministro visitou o local acompanhado pela presidente da Câmara Municipal de Coimbra e elementos da Proteção Civil.

