Olivier Solberg é o homem a bater na Suécia
Jovem piloto sueco está de “alma e coração” no Rali da Suécia, na estrada até domingo, com a liderança do campeonato no bolso, mas também com a difícil tarefa de dominar as especiais naquela que promete ser uma das provas de inverno mais rápidas da história do Campeonato Mundial de Ralis da FIA.
CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)
Após uma vitória marcante no Rali de Monte Carlo, que abriu a temporada no mês passado, o piloto sueco de 24 anos da Toyota Gazoo Racing está na cidade Umeå não apenas como o principal favorito, mas também como o homem que todos pretendem perseguir. O programa da prova sueca não poderia ser melhor, contudo, o desafio que o aguarda está longe de ser simples.
A acelerar em casa, Olivier Solberg deu hoje mostras de que está determinado em lograr a segunda vitória da temporada, ao registar o melhor tempo na etapa de abertura disputada ao início da noite desta quinta-feira. Além disso, o jovem piloto sueco lidera o Campeonato Mundial pela primeira vez, graças à vitória notável no Rali de Monte Carlo, que abriu a temporada (segunda vitória em duas participações com a equipa de fábrica da Toyota Gazoo Racing).
«Chegar ao meu rali em “casa” a liderar o campeonato é algo incrível, algo que eu jamais poderia ter sonhado. É uma sensação fantástica, mas ainda estou encarando cada etapa individualmente. O Rali da Suécia sempre foi o meu favorito do ano – é a experiência mais divertida que se pode ter em um carro de rali», sublinhou Olivier Solberg, após concluir a especial de abertura no comando.
Uma onda de frio prolongada na região de Västerbotten proporcionou uma base congelada e sólida como rocha para as especiais cronometradas. Equipados com pneus Hankook Winter i*pike SR10W com pregos, espera-se que a aderência seja alta e as velocidades médias, consequentemente, intensas, enquanto os carros da Rally1 percorrem as estradas florestais cobertas de neve a norte de Umeå.
Mas há um senão no meio de tudo isto. Com menos neve do que nas edições anteriores, os famosos bancos de neve estão mais baixos e menos tolerantes. Os bancos de neve macios, nos quais os pilotos costumam-se apoiar para rodar as viaturas em alta velocidade, podem oferecer muito menos margem de erro.
Para Olivier Solberg, a posição na pista adiciona mais uma camada de complexidade: «Largar em primeiro na Suécia talvez não seja sempre a melhor posição. Talvez em algumas especiais possa ter alguma vantagem mas, em outras, talvez não. Só posso esperar boas condições, dar o meu melhor e pilotar o mais rápido que puder», sublinhou.

O Rali da Suécia começou com a etapa de abertura na noite desta quinta-feira, em Umeå, antes das equipes seguirem para as estradas florestais congeladas para atacar 18 provas especiais de classificação cronometradas, totalizando 300 km.
O Campeonato Mundial de Rali (WRC) é a principal série de ralis da FIA. A competição reúne carros de alto desempenho e os melhores pilotos do mundo, que disputam em cenários dramáticos, desde o inverno rigoroso da Suécia até o calor e as pistas rochosas do Quénia. Os participantes lutam pelos títulos de pilotos e construtores em 14 ralis.
O Vodafone Rally de Portugal 2026 realizar-se-á de 7 a 10 de maio, constituindo a sexta etapa do WRC. A prova, sediada no norte e centro do país, manterá o seu centro operacional na Exponor, em Matosinhos – o qual poderá mudar-se de malas e bagagens para Viseu, nos próximos 10 anos, a partir de 2017 – e incluirá classificativas icónicas como Lousã, Arganil, Góis, Mortágua e Amarante.

