Citroën C5 Aircross: viajar em “business”
As cotas aumentaram e as cotações tornaram-se mais atractivas, em especial para quem hesita entre três escolhas de motorizações. Estas podem ser conjugadas com quatro níveis de equipamento, e num breve contacto ao volante do Citroën C5 Aircross 1.2 híbrido 145cv, fomos para a estrada avaliar padrões de conforto e um opcional com características felinas.
FAUSTO MONTEIRO GRILO (auto.look2010@gmail.com)
A segunda geração cresceu nas dimensões e alargou o espectro das motorizações, com as híbrida de 145cv, a “plug-in” de 225cv e a elétrica de 210cv. Nos interiores e em função da motorização, quatro escolhas (You, Plus, Business e Max) para este SUV que, em setembro de 2025, conquistou quatro estrelas Euro NCAP e pode ser considerado classe 1, desde que tenha via verde.
Face ao anterior modelo está mais comprido 152 mm, afastando-se um pouco dos quatro metros e meio (4.652 mm) enquanto na largura está mais estreito na carroçaria (1.936 mm) e maior quando medido nos retrovisores (2.108 mm). Na altura passa o metro e meio (1.691 mm) quando equipado com jantes 19” e pneus 235/55.
Na bagageira cujo piso pode variar de posição e mediante rebatimento dos assentos traseiros, a volumetria vai dos 651 aos 1.995 litros. Nos números mais importantes, a escolha começa nos 30.490 euros do “You” e chega aos 37.590 euros do “business” muito enriquecido no equipamento, com destaque para o ar condicionado automático e respetiva distribuição no habitáculo, três tomadas 12V no interior e bagageira, arrumos e personalização da iluminação no interior, acelerador automático adaptativo+limitador de velocidade, além dos assentos “advance comfort” que contribuem para os padrões de conforto.
Através do opcional “Ambiente hype grey” é possível ter aquecimento (também nos assentos posteriores), ventilação e massagem nos assentos dianteiros, revestidos com espuma de elevada densidade e tecido perfurado (1.400 euros).
Com bons acessos ao interior, tanto nos lugares traseiros como dianteiros, a boa habitabilidade e os espaços para arrumos, tornam acolhedor o habitáculo. Para quem se sentar ao volante, a colocação da consola central que inclui arrumos, selector de transmissão e visor táctil de 13” complementado por botões de comando, impede a mobilidade entre os assentos dianteiros, neste caso favorecendo a ergonomia e acessos a muitas das funções disponibilizadas.
Na motorização 1.2 a gasolina de três cilindros (107 kW – 145 cv), assiste o motor eléctrico (21 kW – 28 cv) que traduz ganhos no travão-motor e acelerações/reprises, conjugadas com a transmissão automatizada de seis relações, que permite a selecção manual, através do selector e duas patilhas colocadas atrás do volante.
Aos comandos e logo nos primeiros quilómetros, percebe-se que o nível de conforto de rolamento deste “aircross” concede padrões elevados, até nos pisos mais degradados ou exigentes, como acontece com o empedrado.
Os batentes hidráulicos colocados nos topos das suspensões independentes, actuam como filtros das irregularidades no piso, enquanto a conjugação dos assentos “advance comfort” ajudam a melhorar o desempenho. Na versão conduzida, a presença do opcional “ambiente hype grey” concede massagem designada como pata-de-gato, possível de ajustar em três posições nos assentos dianteiros.
No que diz respeito ao conforto acústico, a presença do gasolina faz-se notar nas acelerações mais vigorosas e nos regimes mais elevados, tanto nas acelerações como no efeito de retardamento. Nas reprises, a transmissão automatizada de seis relações, é suave na progressão e deixou a impressão de ser eficaz no escalonamento.
No comportamento dinâmico e em termos de travagem, esta deixou boas referências e o mesmo acontece com o volante. Em algumas das situações, poderia não ser tão leve, mas nunca deixou de permitir um agradável manuseamento.
Como atrás ficou referido, a segunda geração do C5 Aircross cresceu nas cotas, e estas reflectem mais espaço para as pernas e cabeça. Num breve contacto ao volante e em percurso misto (AE+EN+Urbano) registámos um consumo de 6,1 litros/100 km à média de 34 km/h, valores muito interessantes se levarmos em linha de conta as dimensões e peso deste automóvel.

