Travessia pelo Atlas com o deserto… à vista
Depois de dois dias a rodar nas estradas asfaltadas marroquinas, a caravana que incorpora a Expedição Dacia / FirstStop Marrocos, promovida pelo Clube Escape Livre, prosseguiu este sábado a viagem entre Fez e Erfoud, com passagem obrigatória pelo media Atlas.
CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)
A vida e a cultura de Marrocos, o país mais a norte do continente africano, estão a ser absorvidas pelos participantes da expedição do Clube Escape Livre, que conta com o apoio da Dacia, Litocar e FirstStop. Trata-se de uma viagem de contornos peculiares, onde só fazem parte veículos de quatro rodas motrizes.
O povo ancestral marroquino, que se identifica como sendo livres e mantêm vivas as tradições e cultura distinta, tem recebido os participantes de braços abertos, conferindo-lhes uma experiência intensa e autêntica. Ainda sem “entrarem” nas profundezas do país, os homens e mulheres da Expedição Dacia / FirstStop Marrocos vão palmilhando quilómetros para manter vivo o desafio proposto pelo clube da cidade mais alta de Portugal.
O objetivo, além de saciarem a curiosidade das vivências marroquinas, passa por estar em permanente contato com outro povo e os seus costumes, sobretudo em lugares menos explorados. Ou não…
Este sábado, a caravana percorreu um trajeto diferenciado, marcado pela subida do Médio Atlas, uma cadeia montanhosa que se estende por 350 quilómetros entre Rife e o Alto Atlas. Trata-se de uma região montanhosa com picos que chegam a atingir 2440 metros de altitude. O Rife é conhecido pelo seu isolamento histórico, paisagens verdes e montanhosas, e por ser habitado predominantemente por populações berberes (rifenhos).
Uma jornada que teve o dedo de Orlando Romana e que permitiu aos participantes, muitos dos quais a conduzir modelos Dacia Duster e Bigster 4×4, a desfrutar de paisagens verdes, florestas de cedro. Um cenário exemplar para as primeiras pistas de esqui e aventuras fora de estrada, com os primeiros caminhos com alguma areia de passagem para La Cité d’Orion, um projeto artístico e cultural localizado na região pitoresca de Fezna Ouled Jellal, concebido para fomentar a criatividade.
Um típico almoço foi servido na unidade de restauração Jurassique Kasbah, sobre o rio Ziz. Em que os participantes foram recebidos como membros familiares do povo marroquino.
Depois de um dia repleto de aventuras e peripécias, que incluiu a passagem por Ifrane, considerada a Suíça marroquina, sem dúvida a fuga cénica para a natureza, a chegada ao Hotel Xaluca, em Erfoud, encerrou o dia, com jantar e alojamento.
Para este domingo, que liga Erfoud a Merzouga, estão reservadas as pistas de deserto, algumas novas, com os participantes a serem contemplados com um almoço-piquenique num novo oásis.
Ao final da tarde, a caravana entra na cidade de Merzouga, estando o jantar e alojamento previsto para o Hotel Tombouctou, de quatro estrelas, junto às dunas.

