Advogados, de filho para o pai ao… volante
Normalmente, é o pai que procura levar o filho a seguir o seu rumo ou, por outro lado, deixá-lo adotar o seu próprio caminho. O Rally Fim d’Ano da Figueira da Foz, versão 2025, tem a particularidade de ser o filho a levar o pai a seguir o seu entusiasmo, mas ao volante de uma viatura de competição…
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Não é necessário utilizar um “Manual de Instruções” para descrever “De pai para filho”. Mas há sempre exceções à regra. No Rally Fim d’Ano da Figueira da Foz, defrontámo-nos com uma história inversa, ou seja, “De filho para pai”.
Filho e pai, advogados de profissão licenciados em Direito, inscritos na Ordem dos Advogados, que, diariamente, representam, aconselham e defendem clientes em questões legais, atuando em diversas áreas como Direito do Trabalho, Penal, Civil, entre muitos outros, não tiraram férias mas deslocaram-se este fim de semana à Figueira da Foz para exercer outras funções.
O filho, Luís Caseiro, de 43 anos, que em 2026 completa 30 anos de competição automóvel – com passagem pelo karting, ralicross, kartcross, todo-o-terreno e, mais recentemente, ralis – inverteu os papéis com o pai, Luís Castro Caseiro, ao… volante.
Com a paixão pelo automobilismo a uni-los ainda mais, Luís Castro Caseiro, que desde sempre acompanhou o filho para todo o lado, sentou-se pela primeira vez ao volante de um Mazda MX5 no Rally Rainha Santa, em 5 de julho do corrente ano, com o filho na baquet da direita.
Abençoado pela padroeira de Coimbra, o pai tomou-lhe o gosto, surgindo na Figueira da Foz apara desenvolver apreço, prazer e interesse por aquilo que nunca tinha experimentado, mas que, gradualmente, ganhou o legítimo jeito.
Desta vez foi o filho, qual defensor oficioso especializado em Direito, que lida com uma panóplia situações em defesa de arguidos sentados na barra do tribunal, que se tornou num “professor” licenciado a dirigir o estágio ao pai, inscrevendo-o na “Ordem de Pilotos” de ralis.
Habituado a conduzir, Luís Caseiro operacionalizou a missão de navegador com sucesso com o pai. Ninguém sabe se foi um sonho que começou há vários anos, mas Luís Castro Caseiro, com 73 anos de idade e que foi sempre o primeiro inspirador do filho, passou com distinção ao volante do Mazda MX-5 com o número 25 nas portas.
Trata-se de um modelo que tem atravessado décadas, reinventando-se em cada nova geração, mantendo, contudo, o conceito original: um carro leve, divertido e acessível que proporciona o mais puro dos prazeres de condução. O mestre da advocacia Luís Castro Caseiro que o diga.

