Rally de Portugal vai continua na região Centro
A caravana da 59.ª edição do Vodafone Rally de Portugal regressa hoje à estrada para o segundo dia da sexta ronda pontuável para o Campeonato do Mundo de Ralis (WRC).
CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

Milhares de pessoas já se deslocaram ou ainda se vão deslocar nas próximas horas para os mais diversos locais onde as viaturas do WRC irão passar, entre asfalto, poeira e, possivelmente, lama, dada a previsão de chuva para este fim de semana,.
São milhares de apaixonados por automóveis que, todos os anos, reúnem-se em grupos ou a solo para fazer parte da festa dos ralis e que termina domingo, a 10 de maio. Organizada pelo Automóvel Club de Portugal (ACP), corresponde a 23 classificativas – ontem esgotaram-se as primeiras três, para um total de 344,91 quilómetros cronometrados inseridos num percurso global de 1874,58 quilómetros.
O piloto sueco Oliver Solberg, em Toyota GR Yaris Rally1 e navegado pelo britânico Elliott Edmondson , lidera a sexta ronda do WRC, após o primeiro dos quatro dias de competição, que ontem terminou na Figueira da Foz.
Dos portugueses que alinham à partida na categoria Rally2, Armindo Araújo e Luís Ramalho, em Skoda Fabia RS, é a principal referência. Na história do Rally de Portugal, Armindo Araújo foi o melhor representante nacional por 14 vezes e venceu, inclusive, por três vezes a prova.
Parte com o objetivo de voltar a ser o melhor entre os portugueses, se bem que, de ontem para hoje, dormiu no quarto lugar, atrás de Ruben Rodrigues e Rui Raimundo (Toyota GR Yaris Rally2), Gonçalo Henriques e Inês Veiga (Hyundai i20 N Rallly2), José Pedro Fontes e Inês Ponte (Lancia Ypsilon HF Rally2 Integrale), primeiros, segundos e terceiros, respetivamente.
Refira-se que o despiste do piloto português Diogo Marujo (Skoda Fabia RS Rally2) levou à interrupção da segunda das três especiais disputadas ontem. O jovem piloto de Mafra, que ocupava o nono lugar entre os 14 pilotos portugueses presentes, despistou-se logo no início do troço Sever/Albergaria, com cerca de 20 quilómetros de extensão.
O carro ficou no meio da pista a impedir a passagem dos restantes concorrentes e foi necessário retirá-lo com um reboque e não houve feridos neste incidente. Aos pilotos que se seguiram foi atribuído um tempo de referência.
Para esta sexta-feira, disputa-se o primeiro dia completo da competição, com as viaturas na às 7h35. Pela frente, os pilotos têm sete especiais cronometradas, em Mortágua (a abrir e a fechar o dia), Arganil (duas vezes), Góis e Lousã (duas vezes), com um total de 96,22 quilómetros cronometrados, antes do regresso à Exponor, em Matosinhos (Porto).

Ontem, pilotos, navegadores, elementos das equipas, entre outros, passaram a noite na Figueira da Foz e, as viaturas, sem acesso à assistência, tal como vai acontece ao longo desta sexta-feira, em que só haverá 15 minutos para acerto de pneus a meio do dia em Arganil.
Refira-se que edição deste ano decorre sob incerteza meteorológica, com previsão de aguaceiros, potencialmente intensos, a partir de hoje, sexta-feira, prolongando-se ao longo do fim de semana.
As condições poderão ter impacto direto na escolha de pneus e na estratégia das equipas, sobretudo amanhã, sábado, considerado decisivo, e no domingo, onde a combinação de troços longos e piso degradado poderá dificultar a luta pelos últimos pontos.

