Vitória dramática de Katsuta no Rali da Croácia
O piloto nipónico da Toyota Gazoo Racing, Takamoto Katsuta, navegado por Aaron Johnston, conduziu o Toyota GR Yaris Rally1 ao triunfo na competição croata, beneficiando do despiste do então líder, o belga Thierry Neuville, que sofre danos irreparáveis no Hyundai i20 N Rally1 na derradeira especial, que também serviu de “power stage”.
CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt) – EM ATUALIZAÇÃO

A dupla da Toyota Gazoo Racing, Takamoto Katsuta e Aaron Johnston, conquistou a vitória no Rali da Croácia, após a derradeira especial dramática, na qual o belga Thierry Neuville, da Hyundai Motorsport, ter desperdiçado um provável triunfo, que seria o primeiro da temporada de 2026 do Campeonato Mundial de Rali.
Thierry Neuville, navegado por Martijn Wydaeghe, chegou à última especial com uma vantagem de 1m15,4s e parecia estar a caminho de acabar com a sequência de 100% de vitórias da Toyota no início da temporada.
Contudo, o piloto belga perdeu a traseira do Hyunda i20 N Rally1 numa curva e bateu num bloco de cimento, causando danos irreparáveis na parte dianteira direita da viatura, com a perca total do pneu e a rodar em três rodas e uma jante bloqueada.

Thierry Neuville parou algum tempo depois de ter recebido ordens da equipa da Hyundai Motorsport para o fazer, mas perdeu mais de 20 minutos, conseguindo, no terminar, de terminar a última especial, sendo provisoriamente classificado em 20,º lugar na classificação geral.
A vitória garantiu a Takamoto Katsuta e Aaron Johnston, vencedores do Safari Rally Kenya, a segunda vitória consecutiva no WRC, com uma vantagem de 20,7 segundos sobre Sami Pajari e Marko Salminen, em Toyota GR Yaris Rally1, com a dupla Hayden Paddon e John Kennard, em Hyundai i20 N Rally1, em terceiro.

Devido aos muitos abandonos que marcaram o Rali da Croácia, os dez primeiros classificados foram ocupados por viaturas da categoria WRC2. O francês Yohan Rossel liderou esse contingente e conquistou uma vitória histórica para a Lancia, a primeira da icónica marca na WRC2, após a decisão da marca de regressar à principal categoria do rali este ano.
Esta foi a primeira vez que a Lancia terminou entre os cinco primeiros classificados numa prova do Mundial de Ralis desde 1993, já que a última vez que um carro de categoria inferior à principal alcançou o “top five” geral num rali de asfalto foi com Robert Kubica, na Alemanha, em 2013.

