Título confirma a ascensão da Art of Speed
2025 foi um ano de sucesso para a Art of Speed com a conquista do ceptro da Stock Cup, evidenciando e validando a capacidade de trabalho da estrutura de Coimbra que teve, também, uma presença consistente nas mais importantes competições de pista da Península Ibérica.
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A formação liderada por Frederico Formiga esteve presente em múltiplas frentes do desporto automóvel, uma presença transversal que envolveu projetos próprios e colaborações com estruturas clientes, com pilotos experientes e estreantes, e que ajudou a afirmar a equipa de Coimbra como uma realidade consolidada no panorama nacional.
No balanço global da época, Frederico Formiga sublinha o carácter estruturante de 2025 para a Art of Speed, tanto em termos desportivos como organizativos: «2025 foi, acima de tudo, um ano de confirmação e de crescimento».
«Estivemos presentes em frentes muito diferentes e isso provou duas coisas: que temos capacidade técnica e humana para competir em níveis distintos e que conseguimos ser consistentes na preparação e na operação em pista», acrescentou.
«Nos campeonatos de referência, o balanço é muito positivo porque a Art of Speed deixou de ser “uma equipa que aparece” e passou a ser uma estrutura reconhecida, que entrega resultados, fiabilidade e consistência», sustentou ainda.
«Consolidámos processos internos, reforçámos a equipa e a rede de parceiros, e criámos uma base sólida para projetos de longo prazo, tanto com pilotos experientes como com quem está a começar. Foi um ano exigente, mas que nos deu visibilidade, maturidade e confiança para continuar a crescer», referiu Frederico Formiga.
Essa maturidade ficou particularmente evidente na capacidade da equipa para operar em contextos competitivos muito distintos ao longo da temporada. Para além do título da Stock Cup com o Honda Jazz de Frederico Formiga, a Art of Speed esteve envolvida no Supercars Endurance e ainda nos ralis, num leque alargado de desafios técnicos e operacionais.
«O grande ganho do ano foi precisamente essa diversidade. O título na Stock Cup valida a competitividade, mas operar em simultâneo no Supercars Endurance obrigou-nos a elevar o nível em tudo: método, detalhe, organização e capacidade de gestão. São campeonatos com exigências muito diferentes», explica o líder da formação de Coimbra.
«Na Stock Cup o foco está na eficiência e na execução; no Supercars Endurance entram variáveis como estratégia, (pneus e consumos) fiabilidade e uma operação de pista muito mais complexa. Dominar estes dois mundos fez a equipa crescer em maturidade operacional e também no desenvolvimento do nosso departamento de engenharia», disse Frederico Formiga.
«Além disso, reforça a nossa proposta: conseguimos apoiar projectos em vários patamares, desde programas competitivos e de aprendizagem até experiências mais profissionais, com pacotes arrive & drive bem estruturados. Um projeto acaba por elevar o outro», sublinhou.
A conquista do título da Stock Cup, alcançada com dois triunfos decisivos na derradeira jornada, foi um dos momentos altos da época e um reflexo direto da filosofia de trabalho implementada pela equipa ao longo do ano.
«Esse título valida de forma muito clara o nosso modelo. Um campeonato destes não se ganha num pico de performance. Ganha-se ao longo do ano, com método, consistência e decisões certas no momento certo. É exatamente isso que temos vindo a implementar: preparação rigorosa, processos bem definidos, controlo de qualidade e uma operação de pista focada em resultados», afirmou ainda Frederico Formiga.
Paralelamente, a Art of Speed teve um papel ativo no Supercars Endurance com o Porsche 991.1 GT3 Cup, utilizado em contexto de estrutura cliente nas rondas de Vila Real e Valência. Um projeto que permitiu voltar a demonstrar a validade deste modelo na divisão Cup.
«A nossa leitura é muito positiva. O 991.1 GT3 Cup tem uma base técnica muito sólida. É consistente, previsível, permite trabalhar com rigor na afinação e, quando bem preparado e bem gerido, é um pacote extremamente fiável, algo decisivo num contexto de endurance. Nos circuitos em que estivemos ficou claro que tem argumentos para ser competitivo na divisão Cup», referiu.
«O interesse para futuros projetos é grande, porque é uma plataforma atractiva para diferentes perfis, desde pilotos que procuram um “arrive & drive” com ambição real de resultados até marcas que querem visibilidade num campeonato ibérico com boa exposição mediática», sustentou Frederico Formiga.
A época de 2025 ficou ainda marcada por um forte investimento na vertente humana, com estreias e regressos que enriqueceram a dinâmica da equipa. Para além de Frederico Formiga, alinharam com a Art of Speed pilotos como Sinan Nasir, terceiro classificado da Stock Cup, João Castanheira, Frederico Castro, Gonçalo Josué Lopes e Diogo “Movemind”, na sua segunda experiência no automobilismo.
Acrescente-se, ainda, Paulo Mota e José António, Eduardo Marques e Tomás Bastos, todos eles integrados em projetos de aprendizagem e evolução. Nos ralis, a equipa contou ainda com Raúl Aguiar, que levou o Mitsubishi Lancer Evo IX ao pódio do Rally Legends Luso-Bussaco.
Olhando para o futuro, Frederico Formiga aponta 2026 como um ano de solidificação e de ambição acrescida: «A prioridade é consolidar o crescimento nos campeonatos de velocidade. 2025 provou que conseguimos operar em vários contextos e com diferentes níveis de exigência. Sentimos que estamos preparados para desafios mais ambiciosos, com maior pressão e expectativas mais elevadas».
«Queremos projetos que juntem performance e profissionalismo, com pilotos experientes ou em clara evolução. Em 2026 queremos dar mais um passo em frente, com ambição e com uma identidade Art of Speed ainda mais vincada», concluiu Frederico Formiga.

