AUTOMÓVEISComércio & Indústria

Mitsubishi Outlander PHEV: a dominante verde

Pelo quarto ano consecutivo e entre americanos, o Outlander PHEV vence o “Family Green Car of the Year”. Com outro tipo de verde, este “SUV” é classe 1, sendo apresentado ao mercado empresarial com um preço competitivo, em especial quando num “SUV” Mitsubishi podemos ter um sistema de som Yamaha.

FAUSTO MONTEIRO GRILO (auto.look2010@gmail.com)

No Outlander PHEV a presença do logo Yamaha tem a ver com sistemas de som – e sim, Torakusu Yamaha começou o negócio a fabricar e reparar órgãos musicais. Neste automóvel que se aproxima dos cinco metros de comprimento (4.719 mm) e não chega aos dois de largura (1.897 mm ou 1.862 sem contar com os retrovisores) a altura está nos 1.750 mm.

Na bagageira a volumetria é de 498 litros, moduláveis a 1.392 mediante rebatimento dos assentos traseiros. Nos números mais importantes e incluindo despesas e impostos, a configuração Intense é proposta a 59.856,07 euros, enquanto na versão Instyle esta é apresentada com espelho digital, tecto panorâmico, ar condicionado de três zonas e Yamaha ultimate com 11 altifalantes+ subwoofer, para um PVP de 65.556,07 euros.

Na longa lista de equipamentos de série, destacam-se os dedicados à segurança (activa e passiva) e funcionalidade, além da profusão de comandos manuseáveis ou ‘digitais’, sendo que estes últimos estão ao alcance da ponta dos dedos e não em visores TFT, como acontece com algumas funções no visor central de 12,3” ou painel de instrumentos de igual dimensão.

Com acessos muito bons, tanto aos lugares dianteiros como traseiros e bagageira, o habitáculo do Outlander revela um cuidado evidente na qualidade dos materiais empregues e finalização dos assentos revestidos em pele sintética com relevos.

Na versão Instyle, são muitos os comandos com destaque para a climatização dividida em três zonas, sendo possível contar com aquecimento e ventilação nos assentos dianteiros e aquecimento nos traseiros.

No que diz respeito aos sistemas, a lista de siglas é quase tão longa como a dos equipamentos, interferindo na travagem com o ABS+EBD, motricidade através do controlo de tração ESS+DMS, controlo de arranque em subida e velocidade de descida+estabilidade do reboque, e desempenho na condução através de deteção de peões e ciclistas ou adaptação dos retrovisores às manobras de marcha-atrás e estacionamento.

A primeira abordagem à estética exterior pode não ser consensual, mas os primeiros quilómetros ao volante deixaram boas impressões, em especial quando se roda a “0” no indicador de consumo de combustível. No tocante a escolhas para utilizar este híbrido “plug-in” – que necessita de 06:30 par carregar as baterias de iões de Lítio – estas são sete e declinam numa vasta panóplia de utilizações, num automóvel que disponibiliza 302cv de potência conjugada, entre o 2.4 a gasolina de 136cv (100 kW) e os dois motores elétricos.

Um de 85 kW na via dianteira, e outro de 100 kW na via traseira. Por outras palavras, o Mitsubishi Outlander PHEV pode fazer “0” de consumo de combustível ou perfazer dos 0-100 km/h em 7,9 segundos, entre escolhas de utilização normal, eco, potência, asfalto, gravilha, neve ou lama.

Ao volante é fácil encontrar uma posição de condução agradável e confortável, tanto no apoio como no conforto térmico. Para o exterior a visibilidade é boa para a frente e laterais, enquanto para a traseira, o retrovisor digital (com definição TV) complementa o elaborado sistema 360º, muito útil nas manobras de marcha-atrás e estacionamento.

Na consola central e através de um botão, estão disponíveis sete funções, sendo o início do trajecto efetuado em “eco” e utilizando o modo elétrico, que permite chegar até aos 135 km/h. Como acontece com a generalidade dos elétricos e “plug-in”, é no circuito urbano que se verifica a mais eficiente regeneração de energia, neste caso certificada pelo WLTP em 85 km.

Ainda a respeito da regeneração e através de patilhas colocadas atrás do volante, é possível escalonar cinco níveis, e com estes varia o efeito de travão-motor. Como é evidente, este sistema obriga a alguma habituação, face ao peso e inércias.

Os primeiros quilómetros revelam que as suspensões independentes (Macpherson na frente multibraços atrás) são algo sensíveis aos pisos mais degradados e, para este desempenho, também contribuem as jantes de 20” com pneus 255/45.

É um facto que esta escolha contribui para reduzir a natural tendência para o rolamento lateral – que poderia ser mais acentuada no caso das jantes 18” com pneus /60, com esta última a beneficiar o conforto de rolamento.

Ao passar para o modo “power” são notáveis as acelerações e reprises, com as quatro rodas motrizes, a concederem um agradável comportamento em curva, e a contribuírem para que nos esqueçamos que este Mitsubishi é um “SUV” de mais de duas toneladas e perto dos cinco metros de comprimento.

Num breve contacto ao volante e em percurso misto (AE+EN+Urbano) é possível rolar a ‘0’ no consumo de combustível. Com o 2.4 a gasolina em funções, obtivémos consumos entre os 5,2 a 7,6 litros/100 km, sendo evidente que ao fazer pressão no pedal do lado direito, é possível ultrapassar estes valores. Todavia, quando se levanta o pé, a reatividade do sistema híbrido é evidente.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *