Jorge Viegas destaca peso da eleição para a FIM

Durante a assembleia-geral da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), que decorreu em Andorra, Jorge Viegas foi eleito presidente, com 79 dos 101 votos possíveis.

(auto.look2010@gmail.com)

Jorge Viegas

O antigo presidente da Federação de Motociclismo de Portugal destacou a importância de ser o primeiro o português a ser eleito para presidente de uma federação internacional.

«Esta é a primeira vez que há um português à frente de uma federação internacional desta importância e é bom, não apenas para o motociclismo, mas também para todo o desporto nacional», disse Jorge Viegas.

Ligado à modalidade desde a década de setenta do século passado, altura em que competiu em diversas disciplinas do motociclismo, Jorge Viegas está ligado à federação portuguesa desde os anos 90, tendo sido fundador da Federação Nacional de Motociclismo, agora Federação de Motociclismo de Portugal.

«Estou nesta federação desde os anos 90. Espero que essa minha experiência de tantos anos se traduza numa melhoria da federação internacional, para que esta consiga atingir um patamar de excelência ainda superior ao que está», disse o dirigente, que, em 1977, se sagrou campeão nacional de motociclismo em 250cc.

Jorge Viegas, que participou ainda em vários grandes prémios de 250cc e na “mítica” 24 Horas de Le Mans em 1978, admite que a modalidade «está um bocadinho na moda» actualmente, principalmente em Portugal devido ao piloto Miguel Oliveira: «Imensa gente que não ligava às motas, agora segue atentamente a carreira do Miguel».

O novo líder da FIM realçou que o MotoGP, disciplina para a qual segue agora Miguel Oliveira, é o mais mediático do motociclismo, «aquele onde há os grandes heróis e mais público a assistir», mas lembrou outras disciplinas carismáticas, como o caso do Dakar, que no início de 2019 se disputa no Peru, com oito portugueses nas motos, mas também os ralis, o motocross, o enduro, o trial, entre outras.

A presença de Miguel Oliveira na categoria maior do motociclismo de velocidade deixa os amantes da disciplina a sonhar com o regresso dos grandes prémios a Portugal, depois de o Campeonato do Mundo ter passado pelo Estoril entre 2000 e 2012.

«O MotoGP é muito apetecido, perdemos esse evento há uns anos, mas a verdade é que o tivemos durante 12 anos (2000 a 2012) e eu espero que volte. No entanto, os circuitos têm contractos feitos, que vão terminar em 2021. Estamos na lista de espera, se calhar com alguma prioridade, para, se houver alguma desistência, podermos ter mais cedo. Presumivelmente, vamos estar agora a aguardar dois anos, enfim, é um bocadinho o tempo que o Miguel Oliveira vai levar agora a se ambientar a esta nova classe», disse.

Jorge Viegas salientou ainda a capacidade de Portugal como um país organizador de eventos internacionais: «Os muitos campeonatos do mundo que vão ser realizados em Portugal vêm do trabalho que temos vindo a desenvolver, não apenas eu, mas outros elementos nossos que têm estado na FIM a trabalhar por isso. É um país que sabe organizar bem eventos e vai continuar a ter cá muitas provas».

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