João Rosa conduziu com destreza o sonho nas “Camélias”

Ao volante de um Citroën C1, o jovem piloto de Coimbra, navegado pelo pai, Rui Rosa, cumpriu um sonho de menino que nasceu na cidade erigida entre a serra e o mar. O sonho ainda comanda a vida. Com teimosia e persistência, João Rosa “conquistou” mais uma etapa do seu percurso.

Texto: CARLOS SOUSA (auto.look2010@gmail.com) – Fotos: #GO

João Rosa e Rui Rosa

Frequentemente, os caçadores têm dificuldade em encontrar a caça que desejam. Por isso, devem ser teimosos e persistentes. João Rosa vestiu a pele de “lobo” e partiu ao alcance de um sonho que alimentou desde criança. Para o alcançar, é preciso, acima de tudo, alguma dose de sorte mas, mais do isso, uma entrega sem precedentes ao trabalho dedicação e com persistência. Esta é a fórmula para se com seguir triunfar.

Obviamente que também é preciso um forte alicerce para suster essa legítima ambição. Essa fundação nasce a partir do berço. Naturalmente há sempre a origem para alimentar o sonho e, esses primórdios, têm sempre uma razão de ser. No caso de João Rosa, o pai, Rui Rosa, foi o grande “culpado” por alimentar o “vício” dos automóveis.

A sua juventude não o impediu de fazer a sua estreia este fim-de-semana no Rali das Camélias. Mas quem melhor que o pai, um aficionado dos quatro costados, para o “empurrar” para a frente a fim de realizar o sonho de menino. Recordo que também são beirões, mas nada tem em comum com o cantor Tony Carreira que, nos seus espectáculos, nacionais e internacionais, lembra-se de uma aldeia perdida na Beira.

Além de beirões e de, mutuamente, conduzirem o sonho pelo asfalto, outra das funções era manter activo o entusiasmo das pessoas a emoldurar a estrada. Este era outro desafio que João Rosa viu, finalmente, cumprido este sábado. Com Rui Rosa a interpretar a perigosidade da estrada a partir de notas previamente estudadas, João Rosa executou-as na perfeição e, entre “aventuras e peripécias”, não só conseguiu cumprir a missão de fazer parte integrante de uma prova de ralis, como também a satisfez de fio-a-pavio.

«Chegou ao fim o meu primeiro rali como piloto. Foi um fim-de-semana perfeito em que tudo correu bem. À partida, o objectivo era simples: realizar o meu sonho de piloto de ralis e, acima de tudo, andar depressa e divertir-me», foram estas as primeiras palavras que João Rosa manifestou a sua experiência do volante de um Citroën C1 Challenge 1000.

«Comecei o rali com muitas cautelas, com os meus primeiros quilómetros, na qualidade de piloto, a serem feitos em pisos muitos escorregadios e traiçoeiros, típicos da famosa serra de Sintra. Fui ganhando confiança e evoluindo a minha condução ao longo do rali. A presença do meu pai, no lugar do lado direito, ajudou muito este processo, graças à sua experiência no mundo dos ralis. As notas estavam impecáveis, dando-me confiança para andar mais e melhor», acrescentou o jobem piloto que frequente em engenharia mecânica no Instituto Superior Técnico, em Lisboa.

O pequeno Citroën C1 «esteve irrepreensível ao longo de todo o rali, graças ao trabalho da Art of Speed. Penso que seja o melhor tipo de carro para iniciar a carreira nos ralis». «É uma viatura muito ágil e divertido de se conduzir, não dando muita margem de erros», sublinhou.

«No fim do rali acabei por ser parabenizado com um 1.º lugar no Grupo X1 e Classe 8, e pouco mais podia fazer com as limitações normais do nosso carro. Incrível ver a quantidade de público presente nas estradas criando a moldura perfeita neste regresso do Rali das Camélias à região de Cascais, Sintra e Mafra», sustentou João Rosa.

O jovem piloto não se esqueceu de agradecer aos parceiros, «sem eles não teria sido possível realizar este sonho. O meu obrigado à J.Costa, 5 e Meio, PR’HOTEL, Mega Imagem, AA Hotels, Art of Speed, Jornal de Mafra, MK Makinas, P1 e Autolook».

«Por fim tenho de agradecer, e muito, a todas as pessoas que foram até Sintra e Mafra para me ver, apoiar e partilhar este dia tão especial comigo. Tenho a melhor família do mundo, tenho os melhores amigos do mundo e tenho a melhor namorada do mundo. Foi incrível ver tantas caras conhecidas na estrada, não podia pedir mais para esta estreia. A todos os que estiveram presentes e a todos os que me apoiaram através de mensagens o meu obrigado. Vemo-nos no próximo rali», disse João Rosa, em forma de desaceleração mas satisfeito com a missão cumprida.

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