FÓRMULA 1

Estratégia, pneus e regresso incógnito à Malásia

A Fórmula 1 regressa à Malásia, este fim de semana, para receber o Grande Prémio do Bahrein de 2026. O Circuito Internacional Petronas Sepang é frequentemente descrito pelos fãs como uma das melhores pistas de corrida do mundo e possui uma história especial, tendo já recebido 19 Grandes Prémios no passado.

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

Devia ter sido a quarta prova da temporada, mas a situação que se vive no Médio Oriente levou à sua suspensão, como sucedeu com a Arábia Saudita, mas os organizadores encontraram maneira de a fazer regressar ao calendário, ainda que tendo deslocado a sua realização para o traçado de Sepang, na Malásia.

Foi a solução encontrada para garantir, para já, a eventual realização de 23 corridas, caso seja possível concretizar as agendadas para o Qatar e o Abu Dhabi, que poderão ser substituídas por uma em Imola, para que se cumpram as 22 estabelecidas nos contratos.

Contudo, a opção por Imola não deixa de ser arriscada, em função das condições climáticas já que, em Novembro, não é de descartar a possibilidade de haver neve.

Com 11 vitórias, três com 1-2, em 15 corridas, a Mercedes chega ao traçado malaio como favorito, com a dúvida de se saber se o inglês George Russell (Mercedes) consegue reduzir o atraso pontual para o italiano Kimi Antonelli (Mercedes), seu companheiro de equipa, ou se este cimenta a posição de comandante do campeonato.

Por aquilo que se viu em Baku, a Red Bull, apesar de dizer estar concentrada no carro de 2027, pareceu ter dado um passo em frente e assumiu o papel de maior opositora da Mercedes, com os dois pilotos a irem ao pódio, havendo a curiosidade de ver se confirma, em Sepang, as boas indicações deixadas nas ruas da capital do Azerbaijão, o que lhe permitiria a eventual primeira vitória do ano.

Para a McLaren, que ficou em branco, no Azerbaijão, há a necessidade de regressar aos pontos, de preferência com mais do que os alcançados pela Red Bull, para poder continuar na luta pelo segundo lugar no “Mundial” de Construtores, lugar importante no que diz respeito ao respetivo prémio monetário.

Por sua vez, a Ferrari precisa de pontuar para manter o segundo lugar, com o monegasco Charles Leclerc (Ferrari) e o inglês Lewis Hamilton (Ferrari) apostados em assegurar o maior número de pontos possível.

A Alpine, por sistema a melhor do segundo pelotão, a ter de gerir o sucedido em Baku, onde o argentino Franco Colapinto (Alpine/Mercedes) embateu no seu colega de equipa, o francês Pierre Gasly (Alpine/Renault) e colocou os dois fora de prova.

HORÁRIOS

SEXTA-FEIRA (2 DE OUTUBRO)

05h30 – 1.º Treino Livre

09h00 – 2.º Treino Livre

SÁBADO (3 DE OUTUBRO)

05h30 – 3.º Treino Livre

09h00 – Qualificação

DOMINGO (4 DE OUTUBRO)

08h00 – Corrida

CLASSIFICAÇÕES DOS “MUNDIAIS”

PILOTOS – 1.º, Kimi Antonelli, 302 pontos; 2.º, George Russell, 236; 3.º, Lewis Hamilton, 199; 4.º, Lando Norris, 186; 5.º, Charles Leclerc, 179; 6.º, Max Verstappen, 163; 7.º, Oscar Piastri, 120; 8.º, Isack Hadjar, 86; 9.º, Liam Lawson, 59; 10.º, Pierre Gasly, 41; 11.º, Arvid Lindblad, 37; 12.º, Franco Colapinto, 27; 13.º, Oliver Bearman, 20; 14.º, Gabrielle Bortoletto, 10; 15.º, Nico Hulkenberg, 7; 16.º, Esteban Ocon, 7; 17.º, Carlos Sainz, 7; 18.º, Alexander Albon, 5; 19.º, Fernando Alonso, 3; 20.º, Yuki Tsunoda, 1.

CONSTRUTORES – 1.º, Mercedes AMG-Petronas F1 Team, 538 pontos; 2.º, Scuderia Ferrari HP, 378; 3.º, McLaren Mastercard F1 Team, 306; 4.º, Oracle Red Bull Racing, 263; 5.º, Visa Cash App Racing Bull F1 Team, 83; 6.º, BWT Alpine F1 Team, 68; 7.º, TGR Haas F1 Team, 27; 8.º, Audi Revolut F1 Team, 17; 9.º, Atlassian Williams Team, 12; 10.º, Aston Martin Aramco F1 Team, 3.

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