“Avozinha” quer “perfilhar” neto para os ralis
Não está a ser fácil para Luís Caseiro e João Azeiteiro “libertarem-se” do Renault Clio RS 2.0, ou melhor, a “avozinha” que se recusa ir para um lar (leia-se, garagem), mas que ainda procura um neto que lhe possa dar uso na terra e, no asfalto.
CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)
Luís Caseiro e João Azeiteiro são dois “netos”, ainda jovens e resilientes que, teimosamente, aproveitam alguns fim de semana para rivalizar em ralis, quase sempre, sobretudo nos últimos anos, num Renault Clio RS 2.0, viatura da marca francesa do losango que, carinhosamente, é apelidada de “avozinha”.
Tratando-se de uma viatura lendária perfilhada na família Caseiro, naturalmente que não tem sido fácil lidar com a recusa da “avozinha” em mobilizar-se em qualquer lar (garagem) de norte a sul do país. A famigerada “avozinha” tem o dom de estar aí para as curvas, mantendo-se em forma “física” e de “saúde” apurada, não lhe faltando energia e capacidade de superar situações inconvenientes.
Mesmo com o passar dos anos ou perante as inevitáveis adversidades, a birra da “avozinha” em não querer parar exige uma abordagem baseada no “diálogo” empático com os “netos” circunstanciais, Luís Caseiro e João Azeiteiro.
A “avozinha”, qual Renault Clio RS 2.0, tem motivos de sobra para se manter nas “curvas” competitivas, tendo causado uma enorme resistência para não ficar “presa” no “domicílio”, procurando um novo compromisso, absolutamente sério, com um novato “neto”, jovem aventureiro, que se aguente com tamanha “pedalada”.
O original Renault Clio RS 2.0, “lúcido”, de mobilidade aprimorada e que consegue desprender-se das amarras emocionais ou espirituais, move-se de forma autónoma e independente, sem a necessidade de dispositivos auxiliares, como muletas, bengalas, andarilhos ou cadeiras de rodas, mas munida com muito material extra.
No entender da avozinha, o principal motivo de procura no “mercado” prende-se, oura e simplesmente, com a chegada de um novo “neto”, essencialmente bem-disposto e sorridente, cheio de vitalidade para o futuro que se pretende de enorme sucesso.
A relação entre uma avó e um novo neto é um vínculo especial cheio de afeto, renovação e novas descobertas familiares. A “avozinha” Renault Clio RS 2.0 espera, ansiosamente, pela chegada de um “neto” que fortaleça a união entre ambos, criando partilha de experiências na terra e no asfalto de um qualquer rali.
Esse laço combina história, cuidado e troca. A “avozinha” tem por missão oferecer experiência, carinho e ensinamentos, enquanto o neto “conduz” novidade, energia, reafirmando o papel crucial para uma convivência de índole familiar, entre a máquina e o homem. O colo de “vovó” – leia-se cockpit – não tem qualquer analogia entre a avó e o neto convencional.

