Miguel Oliveira decidiu o título de equipas em Moto2

Piloto de Almada festejou em Valência o terceiro triunfo da temporada no Mundial de Moto2, que valeu à Red Bull KTM Ajo o título por equipas, a 50.ª e última do português na categoria intermédia.

(auto.look2010@gmail.com)

Miguel Oliveira

Depois de mais um bom arranque, em que saltou do décimo para o segundo lugar, o piloto almadense agarrou o comando à segunda volta ao circuito Ricardo Tormo, aproveitando uma confusão na primeira curva, que deixou por terra o dono da “pole”, o italiano Luca Marini (Sky VR46), e atrasou definitivamente o já campeão e também transalpino Francesco Bagnaia (Sky VR46).

Foi sol de pouca dura, pois o piso encharcado, apesar de a chuva ter dado tréguas durante a corrida, não permitia grandes ataques, e Miguel Oliveira perdeu o comando para o espanhol Alex Márquez na quinta das 25 voltas deste Grande Prémio da Comunidade Valenciana, 19.ª e última prova da temporada.

Mas o português tinha avisado que ia ser uma corrida longa, a pedir paciência, e, depois de ambos terem imprimido um andamento forte, rubricando sucessivamente as melhores voltas da corrida, o espanhol pagou caro o erro que cometeu na 15.ª volta. Marc Márquez exagerou e acabou no chão, agarrado à sua Kalex, na entrada da recta da meta.

«Cometi um erro. Tentei travar mais cedo para fazer a curva com mais velocidade, mas caí», explicou o irmão mais novo do campeão mundial de MotoGP, o espanhol Marc Márquez.

Alex Márquez ainda conseguiu regressar à prova para fechar os lugares do pódio, a 22,175 segundos de Miguel Oliveira, que rubricou a terceira vitória da temporada, depois de já ter vencido o GP de Itália e o da República Checa, no Verão. Pelo meio terminou outro espanhol, Iker Lecuona (Swiss Investors KTM), que nunca incomodou a liderança do português.

«Tinha dito que queria vir aqui lutar pela vitória. As condições da pista eram traiçoeiras, o importante não era ser rápido, mas sim consistente. A meio da corrida a pista começou a secar, o que fazia aquecer os pneus e tornava mais fácil cometer erros. Vi o que aconteceu ao (Alex) Márquez e tive mais cuidado», explicou Miguel Oliveira nas entrevistas rápidas antes do pódio.

Pelo caminho ficou, também, o companheiro do piloto português na KTM, Brad Binder, o que complicava as contas do título de equipas. Mas a vitória lusa e o 14.º lugar final de Bagnaia entregaram o ouro à Red Bull KTM Ajo, que somou 498 pontos contra os 453 da Sky VR46.

No Mundial de Pilotos, Miguel Oliveira despede-se com 297 pontos, menos nove do que o campeão Francesco Bagnaia, e como o piloto que mais posições recuperou entre a qualificação e a corrida. Ao longo da época, foram 135 os lugares ganhos.

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