Marco Martins numa roda-viva na Figueira
O desporto corre nas veias do piloto de Porto de Mós e, desde 2019, sabe como poucos entreter o público na arte de dar espetáculo em provas de automobilismo. No Rally de Fim d’Ano da Figueira da Foz prossegue a saga de evidenciar o dom ao volante de um Fiat 600 bimotor.
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Marco Martins é, nos dias que correm, considerado o melhor piloto “motorshow” em território da Península Ibérica, fazendo parte integrante do Rally de Fim d’Ano da Figueira da Foz, mais propriamente na prova complementar, que decorre no Parque das Gaivotas.
Numa magistral lição de condução, o piloto de Porto de Mós, juntamente com outros, tem puxado pelos galões e transportar energia e forte entusiamo ao muito público posicionado na máxima segurança em redor de um traçado com maior ou menor dificuldade.
Aos comandos de um Fiat 600 bimotor, Marco Martins “despe-se” de preconceitos e demonstra o conceito de “roda-viva” através de uma deambulação entre pinos e obstáculos mais acentuados, não deixando ninguém indiferente, ao extravasar o fascínio de todas as emoções.
Depois de já ter sido campeão nacional de ciclismo, atleta olímpico, campeão de kickboxing e campeão de autocross, o experiente piloto coloca os cavalos do “irreverente” Fiat 600 bimotor no solo e espalha movimento, azáfama e “confusão” contínua, muita das vezes com um sentido de estar num sarilho ou turbilhão.
«Está a ser uma experiência interessante e muito gratificante estar na Figueira da Foz, embora reconheça que gosto mais de circuitos citadinos, complicados técnicos e estreitos, porque é a partir daqui que, realmente, se vê quem é que anda e, por outro lado, o público acaba por aderir muito mais. Em parque não há nada que saber, em que nos limitamos a andar à volta dos pinos e dos postes», sublinhou o piloto de Porto de Mós.
No entanto, este tipo de percurso em parque fechado «permite dar maior confiança à organização e ao público, uma vez que não oferece qualquer perigo, pelo que é uma mais-valia para as estruturas organizativas porque não tem qualquer intervenção que coloque em risco quem quer que seja», disse.
Marco Martins e o Fiat 600 é já uma simbiose perfeita, com o piloto a admitir que «o carro é como se fosse uma luva para mim». «Conheço todos os pormenores do Fiat 600 e, como é do conhecimento geral, já estou a alguns anos a correr com este tipo de veículos, em que cada vez estão mais rápidos e evoluídos».
Com o ano de 2025 a praticamente a terminar, 2026 está à porta e Marco Martins orgulha-se, «pela primeira vez, que já tenho seis eventos programados». «Desde 2019 que estou neste tipo de iniciativas e, normalmente, os convites apenas surgiam em maio ou abril, mas este ano, foi diferente. Normalmente tenho cerca de 25 a 30 convites por ano», sublinhou.
Para 2026, estão já programadas as presenças na Rampa da Arrábida, Rally Luso-Bussaco Legends, ambas as provas em outubro, Rali de Coja, Rali de Cantanhede, 24 Horas Kartódromo de Encarnação, em Mafra, e Vodafone Rally de Portugal.
No Parque das Gaivotas aceleraram, para além de Marco Martins (Fiat 600 bimotor), António Castanheira (Ford Escort MK2), Pedro Serrador (BMW E21), Miguel Castanheira (Ford Escort MK1 e BMW E36) e Patrick Martins (BMW 328).
Refira-se que Marco Martins iniciou a sua carreira no automobilismo, numa competição de autocross em Mação, qualificando-se logo em segundo lugar. No ano seguinte, na mesma prova, sagrou-se campeão. Em 2018, tentou bater o Record Guinness de resistência em Rallycross, o que implicava percorrer 515 km sem interrupções. No ano seguinte iniciou esta “aventura e peripécia”, encerrando o ano de 2025 a dar espetáculo no Rally de Fim d’Ano da Figueira da Foz.
Pilotos e máquinas regressam ao asfalto do Parque das Gaivotas pelas 14h00, seguindo-se a a prova complementar, facultativa para os pilotos do Rally de Fim d’Ano da Figueira da Foz, a partir das 15h30.

