DAKAR

João Ferreira mostrou solidez na 11.ª etapa

O leiriense e piloto oficial Toyota Gazoo Racing South Africa de Leiria, navegado por Filipe Palmeiro, de Portalegre, está consciente das dificuldades que ainda vai encontrar no Rali Dakar, mas demonstrou estar capazes de lutar exaustivamente pelas duas etapas finais com toda a energia.

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João Ferreira e Filipe Palmeiro voltaram hoje a demonstrar solidez e resiliência ao entrar ao ataque na 11.ª etapa do Dakar 2026, uma tirada em que o pó foi um dos inimigos de pilotos e navegadores que alinham na 48.ª edição da prova organizada pela francesa Amaury Sport Organisation (ASO).

Depois dos vários problemas que assolaram a sua participação nos últimos dias, o piloto de Leiria conseguiu impor um ritmo forte ao longo de toda a tirada para terminar na 4.ª posição, a 3m27s do vencedor da etapa, Mattias Ekström. Com este resultado, João Ferreira ascende ao 17.º lugar da geral.

«Queremos imenso continuar a demonstrar o nosso potencial e hoje provámos que estamos preparados para isso. Isentos de problemas e situações de corrida, estamos totalmente capazes de lutar pelos nossos objetivos. Uma etapa super rápida, com algum pó, mas fizemos uma boa etapa», começou por evidenciar o jovem leiriense.

Este Dakar não está a ser um Dakar fácil e prova disso foi a etapa de hoje. Subimos na classificação geral o que acaba por ser um ponto positivo e motivante para atacar as duas etapas finais com toda a energia», explicou o piloto oficial Toyota Gazoo Racing South Africa, João Ferreira.

A 12.ª etapa do Dakar 2026, a disputar amanhã, sexta-feira, leva os concorrentes desde Al Henakiyah de volta a Yanbu, com uma especial cronometrada de cerca de 310 km inserida num total de aproximadamente 718 km entre ligação e troço competitivo.

Esta etapa representa a última grande oportunidade para baralhar as contas da classificação geral antes da etapa final, e combina vários tipos de terreno que exigem flexibilidade e precisão à medida que o rali se aproxima do desfecho.

O percurso começa com pistas rápidas, onde os pilotos podem ganhar ritmo e marcar tempo, mas evolui para sectores mais técnicos, estreitos e sinuosos, com transições que exigem atenção constante ao roadbook e decisão rápida para escolher as trajetórias mais eficientes. Surge também a travessia de leitos de rios secos, onde a condução pode ser surpreendentemente traiçoeira, tornando a etapa num teste adicional de navegação e leitura de terreno.

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