Enduro

Enduro José Alvoeiro hoje no centro de Celavisa

Está tudo a postos para Celavisa, no concelho de Arganil, receber hoje a família do Enduro Nacional com a 11.ª edição do Enduro José Alvoeiro, iniciativa que visa prestar a homenagem ao patrono da prova com o selo de qualidade da União Recreio e Progresso Celavisense.

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A aldeia de Celavisa, a 7 quilómetros de Arganil, a 6 de Góis e a 40 de Coimbra, recebe este domingo o 11.º Enduro em homenagem a José Alvoeiro, um celavisense de gema e figura que dispensa qualquer apresentação. Durante os últimos 10 anos foi o principal rosto da prova, sem dúvida o grande impulsionador do Enduro de Celavisa.

José Alvoeiro, que faleceu em Fevereiro do corrente ano, foi um homem de causas, de trabalho e de enorme espírito associativo, tendo dedicado parte significativa da sua vida a promover o desporto motorizado, quer ao nível de praticante como no campo do dirigismo, fortalecendo o nome de Celavisa.

Foi graças à sua paixão, dedicação e persistência que o Enduro e o Todo-o-Terreno de tornou uma tradição incontornável da freguesia. A edição deste ano é, por isso, mais do que uma corrida: é o tributo a quem tanto fez pela comunidade e pelo motociclismo local.

O objetivo mantém-se fiel ao espírito que sempre norteou esta prova: proporcionar a todos os aficionados do Enduro, sejam eles pilotos experientes ou simples entusiastas, um dia de verdadeira confraternização, adrenalina e prazer de condução, sem as pressões da competição oficial.

O traçado foi cuidadosamente preparado e testado ao pormenor a fim de oferecer desafios equilibrados e agradáveis, permitindo que todos, independentemente do nível de pilotagem, possam desfrutar de trilhos fantásticos, paisagens de suster a respiração e momentos de pura diversão.

Para além disso, a organização rodeou-se de uma equipa experiente e conhecedora do terreno, garantindo todas as condições de segurança, qualidade e boa disposição que fazem deste evento uma referência no panorama do Enduro de índole nacional.

O 11.º Enduro de Celavisa não é pontuável para qualquer campeonato, preservando, no entanto, todo o seu caráter de total liberdade, descontraído e de natural convívio, uma marca que José Alvoeiro “construiu” e aplicou em todas as edições realizadas até ao dia de hoje

A prova agendada para hoje, com início às 12h15, com a especial na zona espetáculo no Campo de Futebol, com dupla passagem às 13h15 e 14h15, privilegia também a especial de Chão da Ribeira, com tripla passagem às 12h40, 13h40 e 14h40.

Refira-se que a inscrição inclui, entre outros, a participação na prova, brinde/lembrança para todos os pilotos, seguro de responsabilidade civil (note-se que o piloto deverá ter um seguro de acidentes pessoais), beberete para piloto e um acompanhante (caso pretendam mais acompanhantes, o preço por cada pessoa adicional é de 10 euros). O beberete decorrerá na Sede da URP Celavisense, centro nevrálgico da prova. A inscrição ainda permanece aberta até às 11h00 deste domingo.

O 11.º Enduro de Celavisa José Alvoeiro três classes de outras tantas voltas. Classe Enduro 1: Motociclos até 150cm3 2T e 250cm3 4T; Classe Enduro 2: Motociclos +150cm3 2T e +250cm3 4T; Veteranos: Pilotos com mais de 40 anos (Motociclos 2T/4T com cilindrada livre).

Por seu turno, as classes Amadores (Motociclos 2T/4T com cilindrada livre) e Senhoras (Motociclos 2T/4T com cilindrada livre), vão estar sujeitas a duas voltas, embora com alternativas.

HOMENAGEM A UM SER HUMANO DIFERENCIADO

O malogrado José Alvoeiro partiu no dia 2 de fevereiro, aos 58 anos de idade, deixando um enorme vazio na sua família de sangue e na família com quem ele conviveu, os amigos e, principalmente, o Góis Moto Clube, Recordo que o Zé era um homem bom, dos melhores entre os melhores, sem dúvida um ser humano diferenciado.

O Zé Alvoeiro – Zezinho como carinhosamente o tratava – era um amigo de todos aqueles que com ele se cruzou na sua vida. O Zezinho era um verdadeiro gentleman que toda a gente tinha uma grande estima. Um homem humilde, de trabalho que cultivava a amizade como muito poucos. Era um dirigente desportivo nato, sempre com uma enorme correção e extremamente educado.

A sua grande preocupação é que todos estivessem bem. Essa preocupação era uma constante. O Zé Alvoeiro preocupava-se em ajudar toda a gente, ao mesmo tempo que empregava a sua sapiência ao serviço da sua empresa, do Góis Moto Clube e de todas as outras estruturas associativas. Nunca deixou de dar a mão. Ele era mesmo assim. Um homem severamente bondoso.

A sua família estava sempre em primeiro lugar, o seu maior tesouro, que esteve sempre no centro das suas preocupações. O Zezinho herdou esses atributos dos seus pais e soube, cabalmente, desenvolvê-los, de forma extraordinária, com a Carla e o Kiko, com os demais elementos familiares, afinal o lugar onde todos os talentos afloram.

Desde criança que a vivência em família firmou em cada passo do seu caminho. O Zé Alvoeiro tinha princípios e valores que nunca desperdiçou para uma vida ética, feliz e produtiva. Naquele fatídico dia 2 de fevereiro do corrente ano perdemos um amigo. Um amigo de verdade. Com ele, todos estiveram sempre superiormente acompanhado. O Zezinho era uma fonte de inspiração, que superava obstáculos com maior ou menor dificuldade. Agarrava-se à crença e motivação Não havia ninguém que, com ele, não sentisse consolo. Pese embora as adversidades, com o Zezinho a diversão era outro argumento de peso que fazia parte do seu caráter.

O Zé Alvoeiro nunca se aproveitou fosse do que fosse, até porque sempre fez parte da fornada dos bons, com consolidação que o fez dele um homem de excelência, reconhecido pelo trabalho notável ao serviço do associativismo. Uma ligação umbilical que, ao longo dos anos, soube, como poucos, granjear amigos, locais, nacionais e estrangeiros.

O Zé Alvoeiro partiu precocemente, sem se despedir. No “currículo” ficam, para sempre, várias internacionalizações de amizades conquistadas na competição, como fora dela. A Concentração Internacional de Motos de Góis é exemplo disso mesmo. Celavisa presta hoje uma homenagem a um dos seus ilustres filhos da terra. O Zé Alvoeiro, onde quer que esteja, está feliz e a sorrir. Afinal, era esse o seu natural estrado de espírito.

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