DAKAR

Ricardo Porém prepara participação no Dakar

O piloto de Leiria prepara a sétima participação no Rali Dakar, a primeira na rota Europa–África. Depois de ter competido na América do Sul e na Arábia Saudita, o Ricardo Porsém está a preparar-se para alinhar à partida da 49.ª edição da prova organizada pela ASO, terceiro em território nacional.

carlos.sousa@autolook.pt

O Rali Dakar regressa a Portugal em janeiro de 2027 e marca o arranque do Campeonato do Mundo de Todo-o-Terreno (W2RC), com partida, prólogo e primeira etapa no nosso país. A mais prestigiada prova internacional de todo-o-terreno do mundo regressa a território nacional pela mão da Amaury Sport Organisation (ASO), organizadora do Rali Dakar e promotora do W2RC. O ACP é responsável pelas verificações, pelo pódio de partida, pelo prólogo e pela primeira etapa da competição.

As verificações administrativas e técnicas, a cerimónia de partida, o prólogo e a primeira etapa realizam-se no Algarve e no Baixo Alentejo, com o centro de operações previsto para Faro/Loulé. Depois, a caravana segue para Marrocos, onde se disputa o resto da prova, até à chegada a Marraquexe, a 23 de janeiro.

Para Ricardo Porém, será uma estreia num Dakar com partida em casa. O piloto conhece bem as exigências da prova: correu nas edições sul-americanas e nas sauditas.

«É um dia muito feliz para o desporto nacional, em particular para o desporto motorizado. Ter o rali mais difícil e mais longo do mundo a partir de Portugal é fantástico. Vamos ter imenso público e uma adesão incrível de equipas, que acredito poder até superar a registada na Arábia Saudita», começou por referir o piloto de Leiria.

«Será, garantidamente, um início de ano muito positivo para o nosso país. Para os pilotos portugueses e para os nossos patrocinadores, esta é uma oportunidade extraordinária. Poder partir para o Dakar em solo nacional é algo verdadeiramente especial e estamos a trabalhar para reunir todas as condições necessárias à nossa participação», explica Ricardo Porém, recordando com emoção as anteriores passagens da prova por Portugal.

«Há 20 anos, acompanhava o Dakar com o meu pai e os meus amigos, numa propriedade no Alentejo que recebeu a passagem daquela grande caravana. Já tinha o bichinho das corridas, mas foi nessa altura que essa paixão cresceu ainda mais e me levou a lutar pelo sonho de participar neste mítico rali, no qual já completei seis edições. Seria incrível poder acrescentar uma participação com partida de Portugal ao meu passaporte desportivo», confidenciou.

«Acima de tudo, este é um acontecimento de enorme importância para o país. A par do regresso da Fórmula 1, previsto para 2027, demonstra o reconhecimento internacional de Portugal e a nossa capacidade para acolher grandes eventos. Quero também destacar o excelente trabalho do ACP, que merece inteiramente este voto de confiança da ASO. É um justo reconhecimento do mérito de uma instituição que tanto tem contribuído para o desporto motorizado nacional», sublinhou Ricardo Porém.

Recorde-se que o ACP acolheu desde o primeiro momento o desejo da ASO de deslocalizar para Portugal o início do Rali Dakar, inicialmente previsto para a Arábia Saudita.

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