Volvo EX30: o automóvel dos empresários
Empresas e empresários têm aderido aos automóveis elétricos, em parte devido aos benefícios fiscais em torno deste tipo de soluções. Na gama de modelos medidos em Watt, o mais acessível dos Volvo conta com alguns argumentos de peso.
FAUSTO MONTEIRO GRILO (auto.look2010@gmail.com)

Na Suécia e desde fevereiro de 2026, em parceria com a energética local, a marca sueca proporciona um ano gratuito de consumo doméstico destinado a carregar veículos eléctricos. Em território europeu, a procura destes automóveis tem vindo a crescer, enquanto os benefícios fiscais no mercado nacional, continuam a ser um argumento para a aquisição ou renovação dos veículos ou frotas, sejam efectuadas com veículos eléctricos.
A partir do quarto trimestre deste ano e mediante a aplicação Volvo Cars, será possível carregar os seus modelos 100% eléctricos em mais de 20.000 estações Tesla Supercharger em toda a Europa.
Com o Google Gemini, os condutores podem descobrir e explorar destinos de forma mais inteligente e personalizada através de uma simples conversa. Encontrar a melhor paragem no momento certo passa a ser mais fácil.
VOLUMETRIA DA BAGAGEIRA
É MODULÁVEL DOS 318 A 1.000 LITROS
Seja para um snack específico ou restaurante bem avaliado, o Gemini recorre ao Google Maps para sugerir opções relevantes ao longo do caminho. O utilizador pode pedir: Hey Google, encontra um sítio no meu caminho que venda croissants e depois aprofundar com perguntas: Como são as avaliações? É fácil estacionar? Garantindo uma escolha mais informada e conveniente.

A gestão de mensagens também evolui. O Gemini pode resumir mensagens recebidas, redigir respostas mais complexas, adaptar conteúdos a diferentes idiomas e actualizar facilmente comunicações caso os planos mudem.
Sem chegar aos quatro metros e meio de comprimento (4.233 mm) o EX 30 passa ligeiramente os dois metros de largura contando com os retrovisores (1.940 mm com retrovisores rebatidos) e tem pouco mais de metro e meio de altura (1.550 mm) equipado com pneus 245/45 em jantes 19”.

A volumetria da bagageira é modulável dos 318 a 1.000 litros mediante rebatimento dos assentos traseiros, que permitem um piso praticamente plano. A motricidade está confiada às rodas traseiras, através de um motor de 200 kW (272 cv) para mover os 1.840 kg da versão P5 que concede até 1.400 kg de peso rebocável com travões. Nos números mais importantes, o EX 30 é proposto a 38.632 euros. Refira-se que até ao pretérito 30 de Junho e em campanha para ENI e PME foi de 27.900 euros+IVA).

VOLVO EX 30 REVELA
UM HABITÁCULO “LIMPO” DE BOTÕES
Para algumas estaturas e mobilidades, a inclinação do pilar “A” pode exigir mais atenção para aceder aos lugares dianteiros, em especial para quem se sentar ao volante. Com bons acessos ao interior e boas cotas de habitabilidade, o EX 30 revela um habitáculo “limpo” de botões.
Não existe o habitual painel de instrumentos, neste caso substituído por um visor central de 12,3” de orientação vertical. Neste visor estão quase todos os comandos e indicadores para configuração do veículo e dados de viagem.
Esta solução pode recolher as preferências daqueles que utilizam os ’sistemas’ que estão no automóvel, nem tanto para quem tenha gosto pela condução, esteja muito familiarizado com botões… e não esteja habituado a acertar os espelhos retrovisores no volante, depois de fazer a seleção no visor central.
No entanto, para os que encaram o automóvel como um eletrodoméstico com rodas, ou uma extensão das atividades profissionais, este Volvo concede muitas funcionalidades, e alguns detalhes como a distância (em cm) aos objetos identificados a partir dos sensores externos (sonoros e visuais).
O comportamento dinâmico evidencia a atenção que os suecos atribuíram às acelerações e reprises, com as primeiras a permitirem chegar dos 0-100 km/h em 5,3 segundos. O conforto de rolamento é bom, embora em pisos mais degradados, a firmeza das suspensões e dos assentos, possam proporcionar algum desconforto.
Bem insonorizado e com o modo de “one pedal” é fácil encontrar a eficácia na condução e a eficiência nos consumos de energia, com esta última a ser bem mais evidente em percursos urbanos. Num breve contacto ao volante e em percurso misto (AE+EN+Urbano) registámos um consumo médio de 14,4 kWh.

