Ruben Ferreira com arte para o Enduro Sprint
Chegou ao fim o Campeonato Nacional de Enduro Sprint – Moto Espinha, com o piloto da Moto Espinha Beta Portugal a vencer todas as provas do calendário e a sagrar-se campeão nacional de Elite. Em Castelo Branco, palco da única “Closed Course” da temporada, o sanjoanense voltou a ser soberbo e a fazer história na disciplina das duas rodas. No final, a festa foi da Moto Espinha Beta Portugal.
auto.look2010@gmail.com – Fotos: JOÃO DA FRANCA

Cantanhede, Marco de Canaveses, Penacova, Viana do Castelo e Castelo Branco fazem parte integrante do roteiro vitorioso de Ruben Ferreira. Foram cinco provas em que o jovem piloto de S. João da Madeira somou a totalidade dos pontos em discussão, recheando o seu pecúlio de campeão nacional de Elite com sabores singulares.
Ruben Ferreira orgulha-se de ser o primeiro recordista nacional da categoria invicto no Enduro Sprint, dado que, em seis anos deste campeonato, nunca antes um piloto tinha registado por triunfos todas as jornadas do calendário desportivo. Na defesa das cores Moto Espinha Beta Portugal, o jovem piloto teve ainda a primazia de “devolver” sem “espinhas” o título desta disciplina das duas rodas para a marca transalpina.

O sanjoanense destronou o seu companheiro de equipa na Moto Espinha Beta Portugal, o goiense Diogo Ventura, que detinha desde 2022 a proeza de vencer quatro de cinco provas referente ao Campeonato Nacional de Enduro Sprint – Moto Espinha. Tratou-se de uma temporada sublime do mais recente campeão nacional.
Em Castelo Branco, os pilotos do Campeonato Nacional de Enduro Sprint – Moto Espinha entregaram-se de “alma e coração” àquela que foi a única ronda da época em formato “Closed Course”, com a manhã reservada ao enduro e, à tarde, a uma competição de resistência com duração de hora e meia, com pontuações independentes para cada parte da prova.

Acabaram por ser os mesmo pilotos a vencer as suas classes em ambas as partes, com Ruben Ferreira a dominar por completo a classe Elite e Gonçalo Maria Jesus, de Coimbra, na defesa das cores da Beta Portugal Moto Espinha Ecmoto, em segundo, tanto de manhã, como no período da tarde.
Luís Pinto Jr., da Sherco Portugal Moto Penedo Xarco Racing, terminou em terceiro de manhã e, à tarde, não evitou dois problemas técnicos com a sua moto, que o fizeram parar e perder tempo precioso, com o lugar mais baixo do pódio a cair no colo de Francisco Salgado (Kawasaki), na defesa das cores da Xavimoto Motogardunha.
Grandes lutas se viveram na classe Verdes 1, com Rui Sousa (Fantic) a vencer de manhã e à tarde, enquanto Lucas Espinha (Beta) assegurou o triunfo final no troféu desta classe. Em Verdes 2, Paulo “Ballas” Jr. Gonçalves (Sherco) chegou a Castelo Branco na liderança da tabela classificativa, mas ainda sem ter ganho este ano, algo que resolveu da melhor maneira nesta última ronda ao assinar uma vitoriosa “dobradinha”, que deu outro sabor à conquista do Troféu da classe Verdes 2.
Carlos Pedrosa (Fantic) também carimbou o triunfo final na classe de Veteranos com duas vitórias, o mesmo fazendo Albano Mouta (GasGas) em Super Veteranos, classe que dominou por completo toda a temporada, tal como fizeram Hugo Ribeiro (Yamaha) no troféu de Promoção e Mário Patrão (Stark Varg) na primeira edição do troféu de Enduro Sprint para Motos Elétricas.
Foi um excelente final de época este que a Escuderia Castelo Branco proporcionou aos amantes do Enduro Sprint, restando agradecer a todos os pilotos, equipas, patrocinadores e organizações por mais esta grande época da modalidade vivida intensamente em 2025. No próximo ano há mais.

