Luciano Benavides vence Dakar nas motos
Piloto argentino, que partiu para esta última etapa com apenas 105 quilómetros cronometrados, a 3m20s do comandante, terminou a prova com dois segundos de vantagem para o norte-americano Ricky Brabec (Honda), que se perdeu nos últimos quilómetros quando abria caminho.
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Luciano Benavides é campeão do Dakar 2026! O argentino da Red Bull KTM Factory Racing venceu o Rali Dakar 2026 após uma decisão histórica, com apenas 2 segundos de diferença após as 13 etapas na Arábia Saudita.
Esta é a primeira vitória do piloto argentino no Dakar, depois de o irmão, Kevin, ter vencido em 2021 e 2023 com a Honda, gerida pelo português Ruben Faria, que viu Martim Ventura estrear-se com um pódio na categoria mais baixa (Rally2).

Luciano Benavides recuperou de uma desvantagem de 3m20s no início da 13.ª e última etapa para conquistar o título do Rali Dakar 2026 na categoria de motos de forma emocionante, por apenas dois segundos – a menor margem na história do Dakar – pela equipa Red Bull KTM Factory Racing.
O piloto argentino parecia ter perdido a oportunidade na sexta-feira, quando o seu rival da Honda, Ricky Brabec, o ultrapassou na classificação geral. No entanto, o piloto de 30 anos não estava disposto a desistir e fez uma corrida soberba este sábado, no sprint final até à linha de chegada em Yanbu, superando o norte-americano – que cometeu um erro de navegação no final – e conquistando a vitória por apenas dois segundos.

Esta é a menor margem de vitória em um título na história do Dakar. O piloto de Salta junta-se ao seu irmão mais velho, Kevin, como campeões do Dakar sobre duas rodas, após as vitórias em 2021 e 2023 pela KTM. O que torna a vitória de Benavides na Arábia Saudita ainda mais incrível são as lesões no joelho e no ombro que ele sofreu apenas três meses antes.
«Não consigo acreditar! Nunca deixei de sonhar. Vencer por apenas dois segundos é surreal. Acordei hoje cheio de motivação e energia, confiando em mim mesmo para fazer o meu melhor. Essa é a chave para o sucesso no Dakar. O meu irmão Kevin venceu por 43 segundos em 2023 e essa foi a chegada mais apertada de sempre. Agora, venci por dois segundos. Dois segundos depois de duas semanas e mais de 8.000 km é difícil de acreditar», confidenciou Luciano Benavides.

Com o espanhol Tosha Schareina a completar o pódio, os companheiros de equipa da Red Bull KTM Factory Racing, Daniel Sanders e Edgar Canet, também terminaram a prova após duas semanas de altos e baixos no deserto.
O atual campeão de motos, Daniel Sanders, sofreu uma fratura na clavícula na quarta-feira, mas lutou bravamente para terminar em quinto lugar, pouco mais de uma hora atrás do vencedor, enquanto o espanhol Edgar Canet, de 20 anos, venceu três etapas, incluindo a última.

Daniel Sanders, de 31 anos, disse que, «na chegada, eu estava com tanta dor que só me queria deitar». «Então disseram-me que Luciano tinha vencido e, num ápice, corri para lhe dar os parabéns. É assim no Dakar, nunca acaba até que acabe. Estou feliz por ter conseguido cruzar a linha de chegada».
Também o jovem piloto espanhol Edgar Canet afirmou «estar feliz por toda a família KTM». «Mostrámos durante todas as equipas que temos a moto mais rápida e o Luciano Benavides confirmou isso mesmo».
Entre os pilotos portugueses, Martim Ventura (Honda) destacou-se com uma prestação notável na prova disputada na Arábia Saudita. Martim Ventura terminou a prova no 11.º lugar da classificação absoluta, completando o rali num tempo agregado de 53h 35m14s, a cerca de 4h34m do líder, numa exibição consistente e competitiva frente a um pelotão de elevado nível.
Na categoria Rally2, onde os pilotos disputam entre si com motos de especificações mais acessíveis dentro do rali principal, Martim Ventura assegurou o 3.º lugar final, garantindo um pódio de classe numa temporada em que também somou vitórias de etapa e performances de destaque que consolidaram a sua posição entre os melhores desta subclasse.
Outro piloto português com uma prova sólida foi Bruno Santos (Husqvarna), que concluiu o rali no 17.º lugar da classificação geral absoluta das motos, demonstrando grande regularidade ao longo de todas as etapas num pelotão extremamente competitivo.
Ao longo da prova, tanto Martim Ventura como Bruno Santos foram os portugueses mais bem classificados na geral das motos, com o primeiro a liderar o grupo lusitano e, o segundo, a consolidar uma presença estável entre os 20 melhores da geral.
O Rali Dakar 2026 revelou-se extremamente exigente, atravessando terrenos variados desde dunas rápidas a troços rochosos, colocando à prova tanto a resistência física como a habilidade de navegação dos pilotos.
Por seu turno, Nuno Silva, piloto da Old Friends Rally Team, foi fustigado com penalizações ao longo da prova. Contudo, o piloto português e a sua KTM 450 Rally Replica foram superando de forma heroica e com muita resiliência os obstáculos que foi apanhando nesta sua estreia. Ao fim das 13 etapas, Nuno Silva encerrou a sua participação com o 74.º lugar na etapa e, na classificação final, o piloto com o número 74 KTM 450 Rally Replica, fechou na 85.ª posição.

