DAKAR

João Ferreira não se rende à violência de furos

Apesar das adversidades, o piloto de Leiria, navegado pelo portalegrense Filipe Palmeiro, não se deixa abater, levando o Toyota Hilux até ao final de mais uma longa e dura tirada, a penúltima, do rali mais difícil do mundo.

auto.look2010@gmail.com

João Ferreira e Filipe Palmeiro (Toyota Hilux)

João Ferreira e Filipe Palmeiro enfrentaram hoje mais um dia exigente no Dakar 2026, na 12.ª etapa disputada entre Al Henakiyah e Yanbu. Logo na fase inicial da especial, a dupla portuguesa sofreu dois furos que condicionaram de forma decisiva o ritmo e a estratégia de corrida, impedindo-os de repetir a forte prestação demonstrada na etapa anterior.

«No Dakar, tudo pode mudar em poucos quilómetros e hoje voltámos a sentir isso bem cedo. Dois furos no início da etapa tiraram-nos qualquer hipótese de lutar por um resultado semelhante ao de ontem, mas a prioridade foi manter a cabeça fria e cumprir a missão de acabar esta maratona», observou João Ferreira.

João Ferreira e Filipe Palmeiro (Toyota Hilux)

«Não foi a etapa que queríamos, mas continuamos focados, a aprender e a ganhar experiência ao mais alto nível. O objetivo agora é terminar o Dakar da melhor forma possível», afirmou ainda o piloto oficial da Toyota Gazoo Racing South Africa, no final da etapa.

A 13.ª e última etapa do Rali Dakar 2026 decorre amanhã, de novo na região de Yanbu, com um percurso total de cerca de 141 km, dos quais 105 km são cronometrados, encerrando oficialmente a edição 2026 do rali.

 

João Ferreira e Filipe Palmeiro (Toyota Hilux)

Esta etapa circular regressa ao ponto de partida e termina no coração do bivouac, junto ao mar Vermelho, preparando um final simbólico e técnico após mais de duas semanas de competição intensa.

O percurso é composto por duas secções distintas: uma primeira parte em que os concorrentes enfrentam um terreno mais montanhoso e acidentado, com pistas de gravilha em que a precisão de condução e a gestão da tração serão fundamentais, seguidas de um deslocamento até à costa onde uma nova saída assinala o início do troço final cronometrado do rali. Esta estrutura em duas fases exige dos pilotos capacidade de adaptação rápida a contextos diferentes de terreno e ritmo competitivo.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *