Trial

Filipe Paiva nos Seis Dias de Trial da Escócia

O piloto da Trialmotor, da Lousã, está de regresso aos Seis Dias de Trial da Escócia”, considerado o Dakar do Trial a desenvolver de 4 a 9 de maio do corrente ano, competição eletrizante e exigente a percorrer diariamente por mais de 170 quilómetros ao longo de 30 zonas de obstáculos.

CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

Filipe Paiva vai estar, pela segunda vez consecutiva, à partida dos Seis Dias de Trial da Escócia, a prova mais antiga do motociclismo mundial – a primeira edição foi organizada em 1909 –, com a particularidade de apenas 288 pilotos de todo o mundo serem “convidados” a participar, mediante, naturalmente, do seu currículo na modalidade.

O selecionado nacional de trial, que disputa o Campeonato Nacional da modalidade, sem qualquer interrupção desde o ano de 2002, terá de novo o condão de viajar até à Escócia, de 4 a 9 de maio do corrente ano. Trata-se de uma competição eletrizante e exigente, considerada o Dakar do Trial, sendo percorridos diariamente por mais de 170 quilómetros e 30 zonas de obstáculos.

Filipe Paiva, que no ano passado fez a sua estreia nesta mítica e épica corrida, conseguindo o 183.º lugar entre o universo de 288 pilotos, tem como objetivo alcançar o estatuto de melhor português de sempre a terminar a prova escocesa.

O piloto lousanense da Trialmotor, que já tinha começado a trabalhar para a temporada que se avizinha, no próximo dia 22 de março, em Barcelos, reconhece, no entanto, que o novo convite que lhe foi formulado para alinhar naquele país um país do extremo norte do Reino Unido ainda está pendente de alguns apoios para comparecer na prova.

«É sempre gratificante ver o trabalho de quase uma vida reconhecido além-fronteiras e, ainda por cima, ser ser aceite pela estrutura organizativa dos Seis Dias de Trial da Escócia, a desenvolver nas mais diversas áreas selvagens montanhosas», destacou Filipe Paiva.

«Resta-nos agora estabelecer alguns contactos com empresas no sentido de alcançar parcerias, cabendo-nos levá-las o mais longe possível. A preparação começou a ser efetuada logo após a conclusão da competição escocesa, quer no plano físico, como mental, pelo que acredito alcançar os objetivos traçados», acrescentou o piloto lousanense.

Tratando-se de uma competição exigente também ao nível monetário, Filipe Paiva não descura, legitimamente, «angariar parceiros que tencionem ver o nome das suas empresas espalhado pelos quatro continentes, sempre com interessantes contrapartidas».

«A Trialmotor, empresa sediada na Lousã, tem a possibilidade de divulgar, de forma muito peculiar, os parceiros nesta aventura épica, quer no espaço da Trialmotor, na Lousã, bem como no Hotel Rural Quintal de Além do Ribeiro», afirmou Filipe Paiva, que será o terceiro piloto português a enfrentar esta prova. O legítimo objetivo passa por registar o melhor resultado de sempre de um piloto português nesta mítica competição.

«Sempre fui e serei reconhecido por apoiar, tudo e todos, no mundo do trial e fora dele, pelo que, agora, estou envolvido, juntamente com os parceiros, para poder estar presente na competição. Cabe-me garantir um retorno no contexto internacional, tanto ao nível da divulgação da marca, bem como na entrada em outros mercados», afirmou, de forma transparente, Filipe Paiva.

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