RALIS

Camélias abriu em 1966 o Portugal de Ralis

Lista de Inscritos 2025 São 63 as equipas que estão inscritas no bilstein group Rallye das Camélias 2025, prova organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal, engalanando uma edição muito especial dedicada ao malogrado Luís Caramelo.

PEDRO RORIZ E CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)

Foi uma das provas míticas do Campeonato de Portugal de Ralis, cujo calendário integrou desde a primeira edição (1966), sendo a prova de abertura da competição, até 1984, para, depois de uma ausência de dois anos, regressar em 1987, até abandonar de forma definitiva o calendário em 1991.

De 1993 a 1995 fez parte do calendário do Campeonato de Clássicos, para em 1997, após a ausência de um ano, trocar Sintra por Serpa, tendo, nesse ano, ainda sob a direção do Clube Arte e Sport, seu criador, fazer parte do calendário do Campeonato de Iniciados.

Seguiu-se uma longa pausa, que durou até 2018, ano em que o Clube de Motorismo de Setúbal, impulsionado pelo desejo de Luís Caramelo, que tinha estado ligado ao clube criador da prova, fazer regressar as “Camélias” às estradas onde tinha conhecido sucesso, conseguiu reunir os apoios necessários para a sua concretização.

Com o apoio das Câmaras Municipais de Cascais, Mafra e Sintra isso foi possível e este sábado, as clássicas classificativas da Lagoa Azul, Peninha e Sintra voltam a ser percorridas por dezenas de equipas, muitas delas a só marcarem presença nesta prova. Com 63 equipas inscritas o êxito da prova está assegurado, como será comprovado pelos milhares de espectadores que não deixarão de emoldurar as classificativas.

Vencedor de três (2021, 2022 e 2023) das últimas seis edições, Rui Madeira (Mitsubishi Lancer III) integra o lote de candidatos à vitória, embora Pedro Clarimundo (Skoda Fabia R5), vencedor em 2019, Paulo Neto (Skoda Fabia Rally2 Evo), vencedor em 2018, André Cabeças (Ford Fiesta R5) e Carlos Martins (Ford Fiesta R5) dispunham de “argumentos” capazes de os suplantar. Os espectadores terão, ainda, a oportunidade ver carros que marcaram o desporto automóvel nacional, como é o caso dos Datsun 1200 e dos Ford Escort.

À cabeça do pelotão, Carlos Fernandes e Valter Cardoso, dupla de luxo que querem levar o Mitsubishi Carisma GT a novo triunfo nas Camélias. Duas duplas de respeito alinham também aos comandos de duas unidades Skoda Fabia: Pedro Clarimundo/Mário Castro e Paulo Neto/Nuno Ribeiro. Também duas são as duplas que confiam no Ford Fiesta, a saber, André Cabeças/Miguel Castro e Carlos Martins/ Francisco Ponte.

Mesmo sabendo que vão alinhar num lendário, mas menos competitivo Mitsubishi Lancer EVO III, jamais seria possível tirar do lote dos pretendentes aos lugares cimeiros os “mundialistas” Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva, habituais fregueses das posições de topo nas Camélias. Em destaque, aparece também Gil Antunes e Alexandre Ramos, que confiam no seu habitual Dacia Sandero R4 para se imiscuírem na batalha dos poderosos.

Nas 2RM o naipe é enorme, aparecendo na cabeça do pelotão João Rodrigues e Bruno Carvalho, num Renault Clio Rally4, Diogo Marujo, com o seu usual Peugeot 208 Rallye4, Bruno Carvalho, piloto muito dado às lides da Montanha e que estará nas Camélias com o seu potente Citroen Saxo, navegado por Jorge Azevedo, bem como Diogo Mil-Homens e Pedro Oliveira no endiabrado Toyota Starlet, juntando-se a estas duplas um naipe alargado de equipas capazes de reclamarem um lugar nesta refrega particular das Duas Rodas Motrizes.

Em termos desportivos, a prova começa com a classificativa Parque Natural Sintra/Cascais (11,66 km – 9h30), que começa com o tradicional troço de Sintra para, nos Capuchos, virar à direita, até à especial da Peninha, que é percorrida em sentido contrário, ao que é habitual, para no final virar à esquerda para a Lagoa Azul, também percorrida em sentido contrário ao que é habitual.

Segue-se o Codeçal (7,99 km – 10h43), que percorre o antigo troço do Gradil, até à localidade que lhe dá o nome, onde vira para Monte Gordo, onde está instalado o final. Da parte de tarde dupla passagem pela prova de classificação da Tapada de Mafra (11,33 km – 14h15 e 15h58) arranca antes do Sobral da Abelheira e entra no final do Gradil em sentido contrário ao que era habitual, para terminar perto do Codeçal.

A fechar uma dupla passagem pelas estradas de Sintra (9,68 km – 17h29 e 18h57), numa repetição da especial de abertura, só que ao chegar ao cruzamento em que de manhã virou para a esquerda em direção à Lagoa Azul vira para a direita entrando no percurso normal da Peninha.

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