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Ford Kuga PHEV: mãos livres e olhos no asfalto

O Ford Kuga MCA BlueCruise 2.5 Duratec PHEV é um SUV híbrido plug-in de 243cv que oferece tecnologia de condução sem mãos (hands-free) em auto-estrada. O sistema inicialmente apresentado no Mustang E-Tech em 2023, está agora disponível nos Puma e Kuga com transmissões sem pedal de embraiagem.

FAUSTO MONTEIRO GRILO (auto.look2010@gmail.com)

Disponível em 15 países europeus, no território nacional permite a utilização em 95% das auto-estradas e vias rápidas, num total de 4.100 quilómetros. Quando disponível e mediante uma frase no painel de instrumentos, basta premir o botão do acelerador automático adaptativo, e as bermas tornam-se azuis.

Desde o início da comercialização do Kuga (2007) que as orientações europeias têm tomado os mais diversos rumos. Umas vezes por acção, outras por reação. A crescente concorrência dos modelos orientais, deu origem à reconfiguração dos preços. As emissões poluentes obrigaram ao desenvolvimento tecnológico. As decisões estratégicas – por vezes em rota de colisão – transformaram o calendário das emissões zero.

Para esta versão “blue cruise” a marca da oval azul, manteve preços competitivos, tanto no custo do automóvel – rico na lista de equipamentos de série – como nos opcionais, com destaque para o teto abrir panorâmico, alarme perímetro, cabo carregamento doméstico, volante e assentos aquecidos e vidro térmico. Aos 48.960,88 euros acrescem 11.149,22 de IVA e até 30 de setembro do corrente, a campanha inclui 20,8% de desconto sobre o preço-base e 2,7% de incentivo à retoma.

No exterior e além da estética, este automóvel que passa dos quatro metros e meio de comprimento (4.645 mm) também ultrapassa os dois metros de largura (2.177 mm) ou 1.882 mm na carroçaria sem contar com os retrovisores.

VOLUMETRIAS DA BAGAGEIRA

DIVERSIFICAM BASTANTE

Na altura supera o metro e meio (1.633 mm) equipado com jantes de 19” e pneus 225/55. Ainda nos pesos, destaque para os pesos rebocáveis de 750 ou 2.100 kg para reboques sem e com travões, valores interessantes para um “phev”.

Na bagageira, as volumetrias variam e muito. Começam nos 395 a 553 litros uma vez que os assentos traseiros concedem ajuste longitudinal (150 mm), enquanto o máximo aproveitamento vai dos 1.517 aos 1.534 litros mediante rebatimento da segunda fila de assentos.

Para mover este Kuga PHEV de tração dianteira, um bloco em alumínio 2.5 conta com duplo veio de ressaltos, quatro válvulas por cilindro, ciclo atkinson, injeção direta multiponto a gasolina, e um motor elétrico de maiores dimensões e potência face ao anterior modelo.

A transmissão de variação contínua, agora designada de “power split” foi desenvolvida pela Ford, e para alimentar o motor elétrico, está disponível a bateria de iões de Lítio com a capacidade de 14,4 kWh. Nos números mais importantes, este Kuga 2.5 PHEV é apresentado com 243 cv (179 kW) de potência conjugada (gasolina+elétrico) 7,3 segundos para chegar dos 0-100 km/h e uma autonomia elétrica WLTP entre os 60 a 88 quilómetros.

COMPORTAMENTO DINÂMICO

REVELA POUCA OSCILAÇÃO LATERAL

Esta variação, tem a ver com os diversos modos de utilizar a motorização e percursos (AE+EN+Urbanos) com estes últimos a proporcionarem consumos médios de combustível entre os 4,1 a 7,7 litros/100 km. De sublinhar que mesmo quando a bateria de 14,4 kWh indica “0” de autonomia, este Kuga assume a função híbrida, daí que se consigam interessantes consumos médios.

Aceder ao interior é tarefa facilitada através da ampla abertura das portas, enquanto na bagageira o acesso é simplificado pela abertura elétrica da porta, acionada no comando da chave ou através de um botão no interior… desde que a transmissão esteja em “P”.

Uma vez no interior, a profusão de comandos, incluindo os disponíveis no visor de 13,2” no qual se podem selecionar modos de utilizar a motorização (normal, eco, desporto, escorregadio, trilho) além das configurações, funcionalidades e aplicações.

Os assentos dianteiros concedem um bom apoio e sensibilidade ao toque e concedem inúmeros ajustes, que contribuem para encontrar uma boa posição de condução. A visibilidade é boa para a frente e laterais, enquanto para a traseira, podemos contar com a visualização 360º e, mediante um toque num botão, ter acesso à visualização da frente.

Com um bom nível de conforto de rolamento e face à taragem (mola+amortecedor) das suspensões, as jantes de 19” dão origem a um compromisso que pode ter leituras distintas. Num automóvel com este peso e altura, o comportamento dinâmico é bom e revela pouca oscilação lateral, que beneficia o comportamento em curva e o conforto de rolamento. Por outro lado, a dimensão da jante e o perfil /55 do pneu ficam mais sensíveis às irregularidades do piso, em especial na traseira.

MAIS VERSÁTIL E ECONÓMICO NA UTILIZAÇÃO

Em velocidade de cruzeiro, apareceu a tal frase sobre a disponibilidade do “blue cruise” e bastou premir o botão do acelerador automático adaptativo, para as bermas e um volante no painel de instrumentos se tornarem azuis.

A partir destes momentos, demos lugar aos sentidos! O tato permitiu as mãos livres, a visão manteve os olhos na estrada, e a audição deliciou-se com a reprodução da B&O distribuída por 10 altifalantes.

Ao olhar para alguns números deste Kuga PHEV, é fácil chegar à conclusão que concede boas cotas de habitabilidade e volumetria na bagageira. Para o peso quando pronto a rolar, os 243cv permitem diversos modos de utilização, desde a mais exigente à de melhor economia de combustível.

Ao mexer em equipa ganhadora, a marca da oval azul e do sistema com a mesma cor, alterou de forma evidente este Kuga. Mais versátil e económico na utilização e, porventura, mais criteriosa a escolha.

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