FÓRMULA 1

Novo traçado, novo desafio no GP de Espanha

Uma semana depois do rápido traçado de Monza, a Fórmula 1 estreia um novo circuito, Madring, desenhado nos arredores da capital espanhola, onde o “Mundial” regressa depois de uma ausência que data de 1981

PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)

Nessa corrida, que deverá ter sido a mais emotiva e intensa da história da F1, os cinco primeiros – Gilles Villeneuve (Ferrari), Jacques Lafftie (Ligier/Matra), John Watson (McLaren/Ford), Carlos Reutemann (Williams/Ford) e Elio de Angelis (Lotus/Ford) – terminaram separados por um segundo, o que deixa antever a luta que foi travada ao longo das 80 voltas que a compunham.

Um novo traçado coloca novos desafios a pilotos e equipas, uma vez que não há referências, o que faz com que o primeiro treino livre implique trabalho intenso para encontrar as melhores afinações, restando saber qual das equipas vai encontrar mais depressa “o caminho das pedras”.

Por aquilo que se tem visto ao longo do ano, Mercedes, Ferrari, McLaren e Red Bull deverão ser as primeiras a encontrarem as afinações ideais, mas não é de descartar a hipótese da Alpine, que pelas mãos do francês Pierre Gasly (Alpine/Mercedes) alcanço a “pole” em Monza, poder repetir a graça.

Já no que diz respeito à vitória, o favoritismo continua na mão dos pilotos da Mercedes, depois do “”1 – 2” no traçado italiano e da vitória do italiano Kimi Antonelli (Mercedes) depois de ter partido da última linha da grelha.

O seu colega de equipa, o inglês George Russell (Mercedes) deverá ser o seu mais directo opositor, restando saber como é que o inglês vai reagir à derrota italiana, onde ao, não trocar de pneus, numa situação de “Virtual Safety Car”, ao contrário do que fez o italiano, comprometeu um triunfo que parecia assegurado.

Para a Ferrari trata-se de recuperar ao mau desempenho em Monza, onde o inglês Lewis Hamilton (Ferrari) foi sexto e o monegasco Charles Leclerc (Ferrari) não passou da segunda volta, em consequência de um violento despiste na “Parabólica”, ficando a dúvida de saber qual será a sua condição física e psicológica.

Do lado da McLaren, o inglês Lando Norris (McLaren/Mercedes) e o australiano Oscar Piastri (McLaren/Mercedes) vão procurar confirmar a evolução revelada pelo carro, depois pausa de verão, com o pensamento na vitória, o que o inglês já alcançou por duas vezes.

Por fim, o neerlandês Max Verstappen (Red Bull/Ford) fecha o lote de pilotos capaz de lutar pelas primeiras posições, a menos que, como sucedeu em Monza, aconteça uma surpresa.

Para desgosto dos milhares de espectadores presentes, os pilotos da casa, Carlos Sainz (Williams/Mercedes) e Fernando Alonso (Aston Martin/Mercedes) lutarão pela fuga às últimas posições, tendo como primeiro objectivo chegar à Q2.

CLASSIFICAÇÕES DOS “MUNDIAIS”

PILOTOS – 1.º, Kimi Antonelli, 267 pontos; 2.º, George Russell, 201; 3.º, Lewis Hamilton, 191; 4.º, Lando Norris, 171; 5.º, Charles Leclerc, 155; 6.º, Max Verstappen, 127; 7.º, Oscar Piastri, 116; 8.º, Isack Hadjar, 68; 9.º, Liam Lawson, 51; 10.º, Pierre Gasly, 41; 11.º, Arvid Lindblad, 29; 12.º, Franco Colapinto, 21; 13.º, Oliver Bearman, 18; 14.º, Gabrielle Bortoletto, 10; 15.º, Nico Hulkenberg, 6; 16.º, Carlos Sainz, 6; 17.º, Alexander Albon, 5; 18.º, Esteban Ocon, 3; 19.º, Fernando Alonso, 3; 20.º, Yuki Tsunoda, 1.

CONSTRUTORES – 1.º, Mercedes AMG-Petronas F1 Team, 468 pontos; 2.º, Scuderia Ferrari HP, 346; 3.º, McLaren Mastercard F1 Team, 287; 4.º, Oracle Red Bull Racing, 204; 5.º, Visa Cash App Racing Bull F1 Team, 75; 6.º, BWT Alpine F1 Team, 62; 7.º, TGR Haas F1 Team, 21; 8.º, Audi Revolut F1 Team, 16; 9.º, Atlassian Williams Team, 11; 10.º, Aston Martin Aramco F1 Team, 3.

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