Oliver Solberg “joga” os trunfos em “casa”
Nas florestais cobertas de neve, em Västerbotten, o Rali da Suécia 2026 prossegue a sua temporada em Umeå, capital de inverno, com as habituais contradições na superfície de gelo e neve que, paradoxalmente, proporciona algumas das maiores velocidades médias do WRC. O piloto da casa defende o comando do campeonato.
PEDRO RORIZ (auto.look2010@gmail.com)
Vencedor do Rali de Monte Carlo, primeira prova da temporada, o sueco Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) vai defender o comando do campeonato nas estradas do seu país, contando com o forte apoio do público local, que volta a ter um dos seus em plano de evidência no “Mundial” de Ralis.
Face à ausência do francês Sébastien Ogier, a maior oposição deverá vir do inglês Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1), com o francês Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) e o belga Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) a serem sérios candidatos aos -lugares do pódio.
Habituados às estradas cobertas de neve do seu país, os finlandeses Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) e Esapekka Lappi (Hyundai i20 N Rally1), este condicionado por estar afastado desde o Rali do Chile do ano passado, podem interferir na luta pelos lugares do pódio. Na prova sueca estarão afastados os pilotos da Ford, onde o estónio Martins Sesks (Ford Puma Rally1) substitui o luxemburguês Grégoire de Mevius.
No que diz respeito aos RC2, a luta pela vitória deverá ser travada entre suecos e finlandeses, com o vencedor no “Monte”, o francês Léo Rossel (Citroën C3 Rally2) a estar ausente, tal como sucede com o italiano Roberto Daprà (Skoda Fabia RS Rally2) e o francês Arthur Pelamourges (Hyundai i20 N Rally2) que, com ele, partilharam o pódio.
Em termos de estrada, a prova sueca arranca esta quinta-feira, com uma super-especial, em Umea, para, na sexta-feira, haver duas passagens por três provas de classificação. De referir que, uma delas, a que abre as duas voltas, é composta por 27,55 km, sendo a mais extensa da prova, com o dia a terminar com uma segunda passagem pela especial de abertura, ainda que em versão mais reduzida.
No sábado, a situação repete-se com três troços cronometrados feitos por duas vezes e nova visita a Umea, na versão do dia anterior. Para fechar. no domingo, duas classificativas feitas por duas vezes, uma delas com 25,45 km, a segunda mais extensa do rali, com a “power stage” a ser a repetição do primeiro confronto com o relógio.
CLASSIFICAÇÕES DOS CAMPEONATOS
PILOTOS – 1.º Oliver Solberg, 30 pontos; 2.º Elfyn Evans, 26; 3.º Sébastien Ogier, 18; 4.º Adrien Fourmaux, 17; 5.º Thierry Neuville, 10; 6.º Léo Rossel, 8; 7.º Takamoto Katsuta, 6; 8.º Yohan Rossel, 6; 9.º Roberto Daprà, 4; 10.º Arthur Pelamourges, 2; 11.º Matteo Fontana, 2; 12.º Eric Camilli, 1.
NAVEGADORES – 1.º Elliott Edmondson, 30 pontos; 2.º Scott Martin, 26; 3.º Vincent Landais, 18; 4.º Alexandre Coria, 17; 5.º Martin Wydaeghe, 10; 6.º Guillaume Mercoret, 8; 7.º Aaron Johnston, 6; 8.º Arnaud Dunand, 6; 9.º Luca Guglielmetti, 4; 10.º Bastien Pouget, 2; 11.º Alessandro Arnaboldi; 12.º Thibault de la Haye, 1.
Construtores – 1.º Toyota, 59 pontos; 2.º Hyundai, 35.

