Marc Márquez ainda não renovou com a Ducati
Piloto espanhol não oficializou o acordo com a construtora de motos italiana, admitindo que o contrato está a ser um pouco mais difícil do que o primeiro, mas espera alcança-lo antes do início da temporada de MotoGP de 2026.
CARLOS SOUSA (carlos.sousa@autolook.pt)
Com o início da temporada de MotoGP a caminhar a passos largos, o futuro do campeão do mundo em título ainda está “preso por um fio”, pese embora o espanhol seja claramente a prioridade para Borgo Panigale em representar a Ducati.
Com o mercado de contratos para 2027 em andamento, Marc Márquez adiantou que irá permanecer na Ducati Lenovo Team, até porque «as negociações estão a progredir bem, mas mais difícil que o esperado», mas pelos vistos nada de alarmismos.
Durante a apresentação da pintura da moto para 2026, Davide Tardozzi, diretor da equipa Ducati Lenovo Team, afirmou que, «naturalmente estamos preparados para avançar com legítima renovação do contrato com o campeão mundial».
«A renovação tem sido um pouco mais difícil do que o primeiro contrato», disse, por sua vez, Mauro Grassilli, diretor desportivo da equipa, «adiantado que «subestimamos um pouco certos elementos no primeiro contrato, o que está a atrasar um pouco mais de tempo do que era esperado». «Mas aqui também, estamos no caminho certo, estamos muito perto. Ainda não atingimos o objetivo, mas espero que não demore muito», acrescentou.
Com o maior orçamento das equipas que fazem parte de MotoGP, a Ducati consegue atrair os pilotos mais talentosos, como é o caso naturalmente, do piloto espanhol de Cervera. No que diz respeito em termos de remuneração, Marc Márquez, que conquistou 15 pódios, incluindo 11 vitórias para a equipa em 2025, receberá uma parcela maior do que o seu companheiro de equipa.

«Obviamente que temos uma percentagem um pouco maior para o piloto que alcançou os melhores resultados. A empresa está muito atenta aos custos e, por isso, temos que respeitar essa dinâmica e, acima de tudo, respeitar os valores que alocamos. Esse é o verdadeiro desafio: tentar recrutar os melhores pilotos com um orçamento que certamente não é o que outros construtores oferecem», referiu Mauro Grassilli.
O atual campeão mundial de MotoGP voltará às pistas durante os testes programados para Buriram, na Tailândia, nos próximos dias 21 e 22 de fevereiro, antes do início oficial da temporada, marcado para o dia 1 de março no mesmo circuito.
Refira-se que Marc Márquez e a Ducati são os campeões mundiais de MotoGP de 2025, com cinco fins de semana de antecedência, escrevendo um novo capítulo na era moderna da principal categoria das duas rodas.
Para o campeão espanhol, este foi o primeiro título mundial com a Ducati Lenovo Team, enquanto para o construtor de Borgo Panigale, é o quarto título consecutivo de Pilotos, conquistado com três pilotos diferentes (2022, 2023: Francesco Bagnaia, 2024: Jorge Martín, 2025: Marc Márquez).
Este resultado inédito na era MotoGP evidencia a solidez de um projeto técnico e esportivo capaz de se adaptar, evoluir e vencer com diferentes pilotos, com a Desmosedici GP liderando consistentemente o cenário mundial.

